Investigação aponta esquema de fraudes financeiras e movimentações suspeitas de grandes bancos
A 10ª Vara Federal de Brasília determinou o bloqueio de R$ 12,2 bilhões do Banco de Brasília (BRB), do Banco Master e de executivos envolvidos na Operação Compliance Zero, deflagrada nesta terça-feira (18) pela Polícia Federal (PF).
A ação investiga um suposto esquema de fraude na emissão e negociação de títulos de crédito falsos.
Segundo o processo, o Master teria comprado carteiras de crédito sem pagar e revendido ao BRB em transações que somam R$ 12 bilhões. As informações são do Portal Metrópoles.
Entre os alvos estão empresários e diretores, incluindo os seguintes investigados:
- Daniel Vorcaro – proprietário do Banco Master
- Augusto Lima – ex-sócio do Master
- Luiz Antônio Bull – diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia
- Ângelo Antônio Ribeiro da Silva – sócio do Master
- André Felipe de Oliveira Seixas Maia – diretor da Tirreno e sócio da Cartos Fintech
- Paulo Henrique Costa – presidente afastado do BRB
- Dario Oswaldo Garcia Júnior – diretor financeiro afastado do BRB
- Robério César Bonfim Mangueira
- Tirreno Consultoria, Promotoria de Crédito e Participações S.A
- Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A
- Associação dos Servidores Técnico-Administrativos e Afins do Estado da Bahia (Asteba)
- Associação dos Servidores da Saúde e Afins da Administração Direta do Estado da Bahia (Asseba)
O juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite, responsável pelo caso, autorizou ainda busca e apreensão de veículos, joias, relógios, dinheiro em espécie e outros itens de luxo, além da apreensão de passaportes e a proibição de saída do país.
Em consequência da operação, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou a troca do presidente do BRB, indicando Celso Eloi, servidor da Caixa Econômica Federal, para o cargo. O afastamento de Costa e Dario Oswaldo será de 60 dias.
Segundo a Justiça, há indícios de um esquema coordenado para fraudar o sistema financeiro, manipular dados contábeis e obter vantagens ilícitas, afetando investidores e órgãos de controle.
