Negócio de R$ 12 bi levanta suspeitas no Master e BRB
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Negócio de R$ 12 bi levanta suspeitas no Master e BRB

O Banco Central do Brasil divulgou nesta terça (25), dois documentos internos que tratam da análise de processos administrativos e, principalmente, da videoconferência realizada em 17 de novembro com representantes do Conglomerado Master
O Banco Central do Brasil divulgou nesta terça (25), dois documentos internos que tratam da análise de processos administrativos e, principalmente, da videoconferência realizada em 17 de novembro com representantes do Conglomerado Master. Foto:Reprodução

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Por Redação

Master e BRB ignoraram alertas do Banco Central, diz investigação

A Polícia Federal investiga transações financeiras de R$ 12,2 bilhões envolvendo o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro, e o Banco de Brasília (BRB), que resultaram na prisão de dirigentes do Master e no afastamento do presidente do BRB.

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A operação é suspeita de ter sido realizada por “pura camaradagem” e de tentar abafar fiscalização do Banco Central.

Segundo o Ministério Público Federal, o Master teria adquirido carteiras de crédito de uma empresa dirigida por um ex-funcionário “sem realizar pagamento” e revendido os ativos ao BRB, recebendo pagamento imediato.

Entre julho de 2024 e outubro de 2025, BRB e Master movimentaram R$ 16,7 bilhões, mesmo após ressalvas do Banco Central.

O BC constatou que a origem das carteiras de crédito alegada pelo Master, duas associações de servidores da Bahia, não correspondia ao fluxo financeiro real, envolvendo CPFs de diversas regiões do país.

Posteriormente, a titularidade das operações passou a ser atribuída à Tirreno, empresa criada no final de 2024 por um ex-funcionário do Master, com alterações societárias feitas após o início das transações.

O MPF destaca ainda que o contrato inicial e um dos instrumentos de cessão de crédito não estavam autenticados em cartório, enquanto outros documentos foram formalizados apenas meses depois, levantando suspeitas sobre a regularidade da operação.

Procurados, Master e BRB se manifestaram por notas. O banco privado não comentou o caso.

Já o BRB afirmou que sempre atuou em conformidade com normas de compliance e transparência, reafirmando compromisso com ética, responsabilidade e integridade na condução das atividades.

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