Deputada responde críticas por levar filha à Câmara durante protesto
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) divulgou vídeo nas redes sociais em que rebate críticas da esquerda por ter levado sua filha de quatro meses à sessão da Câmara dos Deputados, durante protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na gravação, Zanatta afirma que o ato foi uma forma de prestar contas à população e representar mães brasileiras que lutam por liberdade e dignidade.
No vídeo, a deputada critica diretamente o PSOL e a atuação da esquerda em temas como desarmamento, aborto e ideologia de gênero: “O que vocês, da esquerda, promovem no desarmamento civil para deixar o cidadão refém do Estado e da bandidagem? Desarmam pais e famílias, mas protegem criminosos, essa é a lógica.”
Zanatta ainda resgata o atentado contra Jair Bolsonaro em 2018: “Falando em ameaça à democracia, quem tentou matar o verdadeiro presidente deste país foi um criado ao sol, Adélio Bispo.”
A parlamentar também responde à acusação de defender o fascismo: “Fascista é quem acredita que o Estado deve controlar tudo, tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado.”
Ela acusa o PSOL de apoiar ditaduras e menciona uma nota assinada em 2017 em apoio à revolução bolivariana na Venezuela: “Censura, repressão, fome, povo fuçando lixo e vocês batendo palma. Vocês não têm moral pra falar em democracia. Vocês usam a democracia pra destruí-la.”
Zanatta critica a atuação do partido no Supremo Tribunal Federal (STF) em ações que, segundo ela, favorecem o aborto de bebês viáveis: “O PSOL entrou no STF contra a norma do Conselho Federal de Medicina que proibia a acitolia fetal em bebês com mais de 22 semanas na barriga.”
A deputada também denuncia o financiamento internacional de ONGs ligadas à pauta abortista: “Vocês pediram apoio técnico a duas ONGs feministas e abortistas financiadas pela Open Society.”
Zanatta defende a liberdade das famílias contra o que chama de doutrinação ideológica: “Vocês camuflam a pauta abortista por trás de discursos bonitos sobre direitos reprodutivos, e agora fazem o mesmo com a ideologia de gênero, usando o identitarismo como vitrine e a infância como laboratório.”
A declaração ocorre no contexto das críticas à presença da filha de Zanatta no plenário da Câmara, durante ocupação organizada por parlamentares de oposição. O deputado Reimont (PT-RJ) acionou o Conselho Tutelar contra a parlamentar, alegando exposição da criança a situação de risco. Em resposta, Zanatta afirmou: “Abortista nunca está preocupado com crianças. O que ele quer é impedir o exercício regular do meu direito.”
