Juízes brasileiros estão entre os mais bem pagos do mundo
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Juízes brasileiros estão entre os mais bem pagos do mundo

Levantamento compara remuneração em 11 países e aponta liderança do Brasil

Estados gastam R$ 92,3 bilhões com Justiça
Foto: Succo/Pixabay

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Por Redação

A elite do Poder Judiciário brasileiro está entre as mais bem remuneradas do mundo. É o que aponta levantamento do servidor federal Sergio Guedes-Reis para a República.org.

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O estudo comparou salários de juízes em 11 países, como Alemanha, EUA, Reino Unido e França, e apontou que os rendimentos no Brasil superam os de países desenvolvidos em todos os níveis da carreira.

Os dados mostram que os 25% mais bem pagos, cerca de 7,4 mil juízes, recebem acima da maioria dos equivalentes internacionais. A remuneração inicial no Brasil já se aproxima da média de países como França e Portugal e equivale ao grupo dos mais bem pagos na Alemanha.

Segundo Guedes-Reis, “há um descolamento entre os rendimentos das carreiras jurídicas de elite no Brasil e a realidade socioeconômica nacional”.

O estudo também ajustou os valores pelo poder de compra e indicou que US$ 100 nos EUA equivalem a cerca de R$ 262 no Brasil.

O tema dos “penduricalhos” tomou conta pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) nos últimos dias. Essas verbas, criadas para ressarcimento, têm sido usadas para elevar salários, incluindo gratificações por acúmulo de processos.

Guedes-Reis afirma que “há uma corrida por supersalários entre as carreiras de elite do setor público — e aquelas que compõem o segmento jurídico compõem a vanguarda desse processo”.

Ontem (25), a Corte autorizou pagamentos adicionais que podem elevar a remuneração em até 70% acima do teto constitucional. As verbas indenizatórias podem chegar a 35% do teto, hoje em R$ 46.366,19, o que representa até R$ 16.228,16.

Outro adicional por tempo de serviço também pode atingir 35%, segundo decisão do Supremo. Na prática, os valores extras podem somar R$ 32.456,32, elevando a remuneração total a até R$ 78.822,32.

O STF definiu essas regras até que o Congresso regulamente o tema. As novas diretrizes passam a valer a partir de abril de 2026. O Supremo também determinou padronização e transparência nos pagamentos, sob supervisão do CNJ e do CNMP.

Mesmo com a previsão de economia de R$ 7 bilhões, a decisão cria um novo patamar para os ganhos de juízes e promotores, acima do teto constitucional atual.

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