Na noite de segunda-feira (17), pelo horário de Brasília, Israel lançou uma série de ataques contra a Faixa de Gaza, marcando a primeira grande ofensiva militar desde o cessar-fogo com o Hamas, em janeiro. Segundo a emissora Al Jazeera, os bombardeios deixaram 86 mortos e centenas de feridos. O governo israelense afirmou que o alvo são lideranças do Hamas e infraestrutura estratégica do grupo, classificado como organização terrorista por Israel e outros países.
Pelo menos 330 pessoas foram relatadas mortas até agora, disse o Ministério da Saúde de Gaza.
De acordo com o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a decisão foi tomada após o Hamas se recusar a libertar reféns e rejeitar propostas de negociação.
“Israel atuará, a partir de agora, contra o Hamas com força militar crescente”, declarou o governo israelense, sinalizando que a operação pode se intensificar.
Em resposta, uma autoridade do Hamas afirmou que os ataques violam o cessar-fogo e colocam os reféns em risco.
“Estes ataques levam os reféns a um destino incerto”, disse o representante do grupo.
A escalada do conflito levou Israel a reforçar restrições às comunidades próximas à fronteira com Gaza. Escolas nas áreas afetadas tiveram as aulas suspensas. Antes da ofensiva, ataques menores já haviam sido registrados. No último sábado (15), nove pessoas morreram em um bombardeio no norte do território, segundo profissionais de saúde locais.
O cessar-fogo, iniciado em 19 de janeiro, previa a troca de reféns mantidos pelo Hamas por prisioneiros palestinos em Israel. No entanto, o prazo da primeira fase do acordo terminou em 1º de março sem avanços, levando Israel a suspender a entrada de ajuda humanitária em Gaza.
