Israel deporta Greta Thunberg e mais 170 ativistas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Israel deporta Greta Thunberg e mais 170 ativistas

Governo de Israel deporta ativista sueca Greta Thunberg em 6 de outubro de 2025. — Foto: Divulgação/Ministério das Relações Exteriores de Israel
Governo de Israel deporta ativista sueca Greta Thunberg em 6 de outubro de 2025. — Foto: Divulgação/Ministério das Relações Exteriores de Israel

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Governo israelense afirma que respeitou os direitos legais dos detidos

O governo de Israel deportou nesta manhã (6) a ativista sueca Greta Thunberg e outros 170 participantes da flotilha interceptada na semana passada a caminho da Faixa de Gaza. Segundo o Ministério das Relações Exteriores israelense, todos os deportados foram enviados para a Grécia e a Eslováquia.

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“Mais 171 provocadores da flotilha Hamas–Sumud, incluindo Greta Thunberg, foram deportados hoje de Israel (…). Todos os direitos legais dos participantes deste espetáculo de relações públicas foram e continuarão sendo plenamente respeitados”, informou a chancelaria israelense em comunicado.

A flotilha, composta por mais de 40 embarcações, foi interceptada por tropas israelenses em meio ao bloqueio marítimo imposto a Gaza. O grupo alegava transportar ajuda humanitária aos palestinos.

Israel informou que os ativistas se recusaram a agilizar o processo de deportação, insistindo em permanecer sob custódia. Segundo o governo, todos os detidos tiveram assistência legal e tratamento adequado durante o período de detenção.

O país já deportou 340 dos cerca de 450 estrangeiros detidos na operação. Os envolvidos são de diversas nacionalidades, incluindo americanos, europeus e brasileiros.

Entre os brasileiros está a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), detida em Ketziot, no deserto de Negev. Segundo o Itamaraty, ela e outros 12 brasileiros estão em boas condições de saúde e receberam visita consular.

A flotilha foi organizada por grupos que se opõem às ações militares israelenses em Gaza. O conflito, iniciado após os ataques terroristas do Hamas em 2023, completará dois anos nesta terça-feira (7).

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