Mais de 100 funcionários da UNRWA entram na mira dos EUA por ligação com Hamas
Brasília, Sexta, 12 de junho de 2026
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Mais de 100 funcionários da UNRWA entram na mira dos EUA por ligação com Hamas

Mais de 100 funcionários da UNRWA entram na mira dos EUA por ligação com Hamas
Foto: DIvulgação/IDF

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O Gabinete do Inspetor-Geral da USAID, órgão de fiscalização interna da agência dos EUA, encaminhou os nomes de 101 funcionários e ex-funcionários da UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina) para análise de “suspensão/impedimento” de suas licenças por ligação com o grupo terrorista palestino Hamas.

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Segundo o órgão, parte dos investigados teria participado dos ataques terroristas de 7 de outubro de 2023, em Israel, orquestrados pelo Hamas, além de manter afiliação com as Brigadas al-Qassam, braço armado da organização terrorista.

Entre os nomes encaminhados estão diretores de escolas da UNRWA, professores, agentes de segurança, atendentes, conselheiros psicossociais e profissionais da área médica.

A lista inclui:

  • Um vice-diretor escolar que atuava como vice-comandante de companhia das Brigadas al-Qassam no Batalhão Ain Gallout/5º.
  • Um vice-diretor escolar que atua como líder de esquadrão da Brigada Khan Younis/2º Batalhão de Infantaria.
  • Um professor que atuava como líder de esquadrão no departamento de segurança militar e inteligência do Hamas e era responsável pelo rastreamento da distribuição de dispositivos explosivos.
  • Um professor que atua como comandante de pelotão do 2º Batalhão da Brigada Central/Al Quds.
  • Um professor de matemática e informática ligado a um esquadrão de inteligência das Brigadas al-Qassam.
  • Um professor com experiência como atirador de elite do Hamas.
  • Um professor e soldado do Hamas que recebeu ordens para transportar dois mísseis antitanque para um local predeterminado durante os ataques de 7 de outubro.
  • Um vice-diretor de escola que atuava como comandante de pelotão no batalhão de Nuseirat do Hamas, responsável por comunicações, em 7 de outubro.
  • Um diretor de escola designado para o departamento químico de uma unidade de produção militar do Hamas, cuja escola possuía três posições antitanque e um túnel subterrâneo.

Segundo o gabinete, o objetivo do governo Trump é “excluí-los de trabalhar em futuras organizações de ajuda financiadas pelos EUA”. A medida faz parte de uma investigação sobre o massacre de 7 de Outubro: “Espera-se que haja mais encaminhamentos ao Departamento de Estado, bem como possíveis encaminhamentos criminais ao Departamento de Justiça”.

De acordo com o órgão, os trabalhos do Inspetor-Geral da USAID “já levaram à proibição, em todo o governo, de Hafez Mousa Mohammed Mousa, um operativo do Batalhão Jabaliya Leste do Hamas, que coordenou comunicações com outros suspeitos de pertencerem ao Hamas durante os ataques de 7 de outubro, enquanto atuava como diretor de escola da UNRWA”.

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