O governo de Israel compartilhou com os EUA novas informações de inteligência que, segundo autoridades israelenses, apontam para um novo plano do Irã para assassinar o presidente norte-americano Donald Trump. A informação foi publicada pelo jornal The Wall Street Journal, com base em pessoas familiarizadas com o assunto.
A revelação amplia a tensão entre Washington e Teerã em meio à retomada dos confrontos militares. Apesar do cessar-fogo firmado em junho, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques nos últimos dias.
Na terça (07), as Forças Armadas dos EUA bombardearam alvos no sul do Irã em resposta a ataques iranianos contra três embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Em seguida, a Guarda Revolucionária Islâmica atacou instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait, países que abrigam bases estratégicas dos Estados Unidos na região.
Após a nova escalada, o presidente Donald Trump declarou, na quarta (08), durante entrevista coletiva em Ancara, na Turquia, antes da cúpula da Otan, ao lado do secretário-geral da aliança, Mark Rutte, que o acordo de paz com Teerã “acabou”.
O regime islâmico promete há anos retaliar Trump pela morte do general Qassem Soleimani, então um dos principais comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica, morto durante o 1º mandato do republicano.
Também na quarta, Trump afirmou que continua sendo alvo de ameaças. “Eles querem eliminar o líder dos Estados Unidos: eu”, disse a jornalistas na Turquia. “Estou em todas as listas. Vi hoje de manhã, estou em cada uma das listas deles. E até agora, acho que tive um pouco de sorte, mas talvez isso não dure muito tempo”.
Os ataques americanos realizados entre terça e quarta-feira contra cerca de 90 instalações militares iranianas deixaram ao menos 14 mortos e 78 feridos.