Adalgiza Dourado, de 65 anos, deixou ontem à noite a Colmeia, penitenciária feminina do complexo da Papuda, no Distrito Federal. A idosa foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por envolvimento nos atos do 8 de janeiro. Na quinta-feira 8, Alexandre de Moraes acolheu pedido da defesa e determinou sua transferência para prisão domiciliar, por questões humanitárias, devido ao delicado estado de saúde.
“Embora a ré renha sido condenada à pena de 16 (dezesseis) anos e 6 (seis) meses, sendo 15 (quinze) anos de reclusão e 1 (um) ano e 6 (seis) meses de detenção e 100 (cem) dias-multa, cada diamulta no valor de 1/3 (um terço) do salário mínimo, a sua situação de saúde, amplamente comprovada nos autos, admite a concessão de prisão domiciliar”, escreveu Moraes.
Antes da prisão, Adalgiza atuava como voluntária em uma instituição dedicada a pessoas com HIV. Segundo a defesa, ela vinha enfrentando na Colmeia um quadro de sofrimento psicológico severo, incluindo pensamentos suicidas e relatos de maus-tratos. O advogado Luiz Felipe Pereira da Cunha chegou a protocolar denúncia na OEA.
No regime domiciliar, ela terá de usar tornozeleira eletrônica e não poderá usar redes sociais, nem dar entrevistas ou se comunicar com outros réus. Seu passaporte também está suspenso e só poderá receber visitas de seus advogados e parentes diretos (pais, irmãos, filhos e netos).
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