Haddad quer tirar isenção de letras de crédito e sobretaxar bets - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Haddad quer tirar isenção de letras de crédito e sobretaxar bets

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Proposta aumenta impostos sobre Bets e aplica IR a LCI e LCA para compensar recuo no IOF

Fernando Haddad apresentou a Hugo Motta e líderes partidários uma proposta para elevar a taxação sobre casas de apostas esportivas (bets) e encerrar a isenção do Imposto de Renda sobre títulos como LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio).

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As medidas buscam substituir o decreto que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será “recalibrado”.

No caso das bets, o governo propõe subir de 12% para 18% a alíquota sobre o GGR (Gross Gaming Revenue), que corresponde à receita bruta das apostas, já descontados os prêmios pagos.

Títulos de investimento hoje isentos passarão a ter incidência de IR de 5%. A regra também atingirá debêntures incentivadas, mas apenas para novas aplicações. Os papéis já emitidos continuam isentos.

Outra mudança proposta é na CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) das instituições financeiras. A alíquota reduzida de 9%, usada por fintechs, será extinta. Elas passarão a pagar 15%.

As medidas serão detalhadas nesta segunda-feira (9) em coletiva técnica e enviadas por Medida Provisória.

O governo também anunciou recuos no decreto do IOF:

  • Redução do IOF sobre crédito para empresas;
  • Corte de 80% na alíquota aplicada a operações de risco sacado;
  • Redução do IOF sobre seguros de vida com prêmio por sobrevivência, como o VGBL.

As propostas foram discutidas em reunião na residência oficial da presidência da Câmara, com a presença de Haddad, da ministra Gleisi Hoffmann, Hugo Motta e líderes do Congresso.

A reunião foi marcada após encontro entre Lula, Haddad e os presidentes da Câmara e do Senado. O objetivo era apresentar alternativas ao aumento do IOF.

Motta havia dado prazo de 10 dias, em 29 de maio, para o governo apresentar outra proposta. Parlamentares ameaçaram derrubar o decreto, o que afetaria as contas da equipe econômica. O governo estima arrecadar cerca de R\$ 18 bilhões em 2025 com as novas medidas.

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