Frente dos governadores: oposição se mobiliza em apoio ao relatório do PL Antifacção
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Frente dos governadores: oposição se mobiliza em apoio ao relatório do PL Antifacção

Hugo Motta reuniu nesta quarta (12), em Brasília, um grupo de governadores da oposição ao governo Lula para discutir os rumos do Projeto de Lei Antifacção foto: Agência Brasil
Hugo Motta reuniu nesta quarta (12), em Brasília, um grupo de governadores da oposição ao governo Lula para discutir os rumos do Projeto de Lei Antifacção foto: Agência Brasil

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Por Redação

Reunião com Hugo Motta marca avanço de articulação política contra o modelo centralizador defendido pelo governo federal

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reuniu nesta quarta (12), em Brasília, um grupo de governadores da oposição ao governo Lula para discutir os rumos do Projeto de Lei Antifacção (PL 5582/2025).

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O encontro, realizado no gabinete da Presidência da Câmara, consolidou uma frente política de apoio ao texto apresentado pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP).

Participaram da reunião os governadores Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Romeu Zema (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás) e a vice-governadora Celina Leão (DF).

O relatório de Derrite, que recebeu o apoio dos governadores, altera trechos sensíveis da proposta original do governo federal.

O novo texto amplia a autonomia das polícias estaduais e define que a Polícia Federal atue de maneira cooperativa, e não de forma centralizadora, nas investigações sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares.

A mudança desagrada ao Ministério da Justiça, que defendia uma atuação mais ampla da PF.

Hugo Motta reuniu nesta quarta (12), em Brasília, um grupo de governadores da oposição ao governo Lula foto: Agência Brasil
Hugo Motta reuniu nesta quarta (12), em Brasília, um grupo de governadores da oposição ao governo Lula  foto: Agência Brasil

Para os governadores, no entanto, a autonomia dos estados é condição essencial para enfrentar as organizações criminosas, que têm estrutura territorial e atuação direta nas regiões.

O PL Antifacção, originalmente elaborado pelo governo Lula, prevê endurecimento das penas para integrantes e financiadores de facções, autorização para uso de agentes infiltrados e a criação de um banco nacional de dados sobre o crime organizado.

Hugo Motta defende que o texto final reflita “o equilíbrio federativo” e respeite a autonomia dos estados. Segundo ele, o tema “não é partidário, mas de segurança nacional”.

O presidente da Câmara sinalizou que pretende levar o projeto à votação ainda hoje, após a reunião de líderes.

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