Presidente da Câmara defende ação coordenada entre os poderes e afirma que o Brasil não pode ceder espaço às facções
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu nesta segunda-feira (10) a união das instituições brasileiras no enfrentamento ao crime organizado.
A fala ocorreu após reunião no Supremo Tribunal Federal com o ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e representantes do Ministério Público dos estados.
O encontro, convocado por Moraes, tratou do processo conhecido como ADPF das Favelas, ação que impôs restrições às operações policiais no Rio de Janeiro.
No entanto, o tema ganhou novo capítulo por causa da possível votação do PL Antifacção, projeto que deve chegar ao plenário da Câmara nesta terça-feira (11) e que propõe endurecer o combate ao crime organizado e fortalecer o sistema prisional.
Nas redes sociais, Motta destacou que o momento exige coesão institucional e ação coordenada. “O momento é de união das instituições contra o crime organizado”, afirmou o deputado, ressaltando que o Estado não pode recuar diante da criminalidade.
A fala de Motta ocorre poucas horas depois de Moraes determinar uma série de medidas de controle sobre a Operação Contenção, ação policial no Rio de Janeiro que deixou mais de 120 mortos.
O ministro exigiu que o governo fluminense encaminhe ao STF laudos de necrópsia e imagens de câmeras corporais dos agentes envolvidos, decisão que reacendeu o debate sobre a interferência judicial nas forças de segurança.
Durante a reunião, Moraes defendeu “cooperação e planejamento” entre as instituições, além de ações de inteligência e controle financeiro para enfraquecer as facções.
