Durante o programa ALive, do jornalista Claudio Dantas, nesta quarta-feira (30), o analista político Márcio Coimbra comentou a participação de Glenn Greenwald em audiência na Câmara sobre o uso “fora do rito” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo ministro Alexandre de Moraes.
O jornalista americano revelou, em reportagens publicadas na Folha, que o magistrado usou seu cargo para “alimentar” inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) sem respeitar o rito processual.
Para Coimbra, Greenwald atuou, no passado, para enfraquecer a Lava Jato e, com isso, fortalecer os interesses do mesmo sistema político que hoje tenta denunciar: “No final das contas, o que ele fez foi ser um agente que tentou e conseguiu destruir a Lava Jato, que era o maior patrimônio dessa nação. Ou seja, o principal movimento contra a corrupção que o Brasil já empreendeu na sua história”.
O também presidente do Instituto Monitor da Democracia afirmou que o vazamento das mensagens da chamada “Vaza Jato” foi feito pelo americano de maneira seletiva e com objetivos políticos definidos:
“E o objetivo dele, sendo essas conversas verdade ou não, era derrubar a Lava Jato: vazando mensagens que nós não sabemos se são verdadeiras ou não, até hoje não se comprovou isso, mensagens de forma seletiva. E vazando isso de forma seletiva, se vazava com o objetivo muito claro de chegar a um determinado fim”.
O objetivo final, de acordo com ele, era “desacreditar a Lava Jato perante a opinião pública, levantar suspeitas contra a Lava Jato e, assim, conseguir que a Lava Jato fosse derrubada nos tribunais, fazendo com que os políticos recuperassem todos os seus direitos e pudessem ser reabilitados”.
Segundo Coimbra, o resultado foi uma inversão de papéis entre acusadores e acusados. “Quem era mocinho nessa história [da Lava Jato] acabou virando bandido e quem era bandido foi reabilitado e levado de volta ao poder. Infelizmente, ele [Greenwald] funcionou como um mecanismo de todo esse sistema para acabar com a Lava Jato”, finalizou.
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