Gleisi articula para barrar urgência da anistia na Câmara
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Gleisi articula para barrar urgência da anistia na Câmara

Gleisi Hoffmann defende decreto de Lula que amplia atuação de Janja e critica oposição por criar “factoides”.
Gleisi Hoffmann defendeu decreto que amplia acesso de Janja à estrutura do governo federal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Compartilhe em

Foto do autor

Por Isac Mascarenhas

O governo Lula iniciou uma ofensiva no Congresso para tentar impedir a votação da urgência do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, convocou nesta terça-feira (16) ministros de partidos de centro para uma reunião de emergência no Palácio do Planalto. Segundo a CNN, o objetivo é traçar uma estratégia para frear a proposta.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A mobilização foi acelerada após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizar que pretende pautar o pedido de urgência para o projeto já nesta quarta-feira (17). A aprovação da urgência aceleraria o trâmite, abrindo caminho para que o texto seja votado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões.

Gleisi Hoffmann reforçou a posição do governo contra a medida. “O governo é contra a anistia. Além de imoral é inconstitucional. Nem terminou o julgamento e já há pressão para pautar. Vamos nos posicionar contra e trabalhar para derrubar o pedido de urgência”, afirmou.

A ministra tenta mobilizar as bancadas de partidos como MDB, PSD, União Brasil, PP e Republicanos, que possuem ministros no primeiro escalão do governo e têm um peso decisivo na Câmara. A estratégia é usar a influência desses ministros para convencer seus partidos a votarem contra o projeto.

Além da articulação política, o governo aposta em reforçar o discurso de que a anistia seria juridicamente insustentável e moralmente inaceitável. Auxiliares do presidente defendem que conceder perdão antes da conclusão dos julgamentos seria um sinal de desrespeito às instituições democráticas e à Justiça.

A ideia é que, se o projeto for aprovado, ele não seja amplo a ponto de incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado na semana passada a 27 anos de prisão.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade