Gilson Marques vê aumento de impostos como estratégia eleitoral do governo Lula Em entrevista, Gilson Marques (Novo-SC) acusou o governo Lula de criar ou elevar tributos mais de 25 vezes desde 2023 e usar arrecadação como arma política.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Gilson Marques vê aumento de impostos como estratégia eleitoral do governo Lula

Compartilhe em

Foto do autor

Por Adrian Almeida

Parlamentar do Novo diz que recordes de arrecadação são tratados como vitória às custas da população

O deputado federal Gilson Marques (Novo-SC) criticou o governo Lula durante participação no programa ALive desta quinta-feira (2). Para ele, o Planalto tem comemorado votações no Congresso Nacional não por beneficiar a população, mas por aumentar a arrecadação e, consequentemente, o poder político para as eleições do ano que vem.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Se você olhar o resultado da votação ontem, os deputados comemorando, entendeu? O governo comemorando. E eu sei que essa comemoração não era porque vai favorecer as pessoas com menos de cinco mil reais. Eles estão comemorando porque eles conseguiram duas coisas de uma vez só: mais arrecadação, que significa mais poder político e maior chance de sucesso eleitoral”, disse.

Gilson Marques criticou deputados por motivos eleitoreiros
Plenário da Câmara dos Deputados

Marques comentou que, desde janeiro de 2023, já foram criados ou aumentados entre 26 e 27 tributos. Para ele, isso é “recorde acima de recorde”. O parlamentar explicou que a visão de que arrecadar mais é algo positivo é equivocada, lembrando que até na pandemia, enquanto pessoas morriam e empresas fechavam, houve comemoração por recordes de arrecadação.

Segundo o deputado, não existe intenção de reduzir impostos. Pelo contrário, o governo Lula estaria ampliando alíquotas e criando tributos de forma constante, em um movimento que deve se intensificar com a proximidade das eleições.

Para Marques, os próximos meses terão ainda mais gastos

Ele alertou que os próximos meses devem ser marcados por mais gastos públicos e medidas populistas, o que levará a déficits ainda maiores no país.

“O alerta que eu quero fazer aqui, e aqui é muito grave mesmo, se o governo Lula, o Haddad, está fazendo isso nesses três primeiros anos, com uma expectativa e querendo se reeleger, vocês imaginam o que ele fará nos próximos quatro anos, não precisando agradar mais ninguém”, afirmou.

Para Marques, a prioridade da oposição deve ser conter o avanço de um “clube, uma gangue” que, segundo ele, atua no poder político de forma contrária ao interesse da sociedade.

Assista ao programa:

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade