Gilmar Mendes se declara impedido em caso do “Careca do INSS” Gilmar Mendes se declarou impedido em julgamento no STF sobre prisão do “Careca do INSS”, acusado de desviar mais de R$ 53 milhões de aposentados.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Gilmar Mendes se declara impedido em caso do “Careca do INSS”

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Redação

Processo é relatado por André Mendonça, que votou pela manutenção das prisões

O ministro do STF Gilmar Mendes se declarou impedido de votar na petição que trata da prisão preventiva de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e do empresário Maurício Camisotti. O caso foi incluído no plenário virtual da Segunda Turma da Corte nesta sexta-feira (26).

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Segundo informou o gabinete do ministro ao Poder360, a decisão segue o artigo 252, inciso 4, do Código de Processo Penal, que impede o juiz de atuar em processos nos quais ele ou parente próximo tenham interesse direto.

A relatoria do caso é do ministro André Mendonça, que já votou a favor da manutenção das prisões preventivas. Como o processo tramita em sigilo, não é possível ter acesso integral aos autos. Os demais ministros do colegiado, Dias Toffoli, Edson Fachin e Nunes Marques, têm até 3 de outubro para registrar seus votos no sistema eletrônico do Supremo.

Careca do INSS movimentou milhões de reais

Apontado pela Polícia Federal como um dos principais articuladores de um esquema de desvio de recursos do INSS, Careca do INSS movimentou R$ 53,58 milhões entre 2022 e 2024. Desse total, R$ 9,33 milhões teriam sido repassados a servidores do órgão ou pessoas ligadas a eles.

Ministro Gilmar Mendes no STF
Ministro Gilmar Mendes no STF

Apesar do apelido, Antunes nunca foi funcionário do INSS. Sua atuação se consolidou como empresário e lobista, valendo-se de uma rede de empresas e organizações para intermediar contratos que atingiram aposentados e pensionistas em todo o país. A investigação revelou ainda que ele mantinha uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, expediente usado para blindagem patrimonial.

Antunes já se apresentou como executivo do setor de saúde suplementar e tentou, sem sucesso, impedir na Justiça o uso do apelido Careca do INSS. O avanço das investigações levou a CPMI a determinar a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, aumentando a pressão política sobre ele.

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