Mendonça vota por manter prisão do “Careca do INSS”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Mendonça vota por manter prisão do “Careca do INSS”

André Mendonça
Foto: STF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Empresário é acusado de desviar recursos de aposentados e pensionistas do INSS

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (26) para manter a prisão preventiva de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ele é acusado de operar um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas cadastrados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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O julgamento ocorre em plenário virtual da Segunda Turma. Os ministros têm até 3 de outubro para registrar seus votos no sistema da Corte.

Careca do INSS na CPMI

Antunes está preso desde 12 de setembro. Ontem (25), ele depôs à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, no Senado, onde negou participação nas fraudes e declarou: “Sempre acreditei que a verdade, sustentada em fatos e documentos, seria o suficiente para afastar a mentira, a inveja e a calúnia que vem sendo disseminadas desde o início dessa investigação”.

Careca do INSS depõe na CPMI hoje. Foto: Agência Senado
Careca do INSS depõe na CPMI hoje. Foto: Agência Senado

O empresário também afirmou: “Jamais fui esse personagem fictício chamado Careca do INSS”. Segundo ele, a alcunha teria levado veículos de imprensa e a sociedade a acreditar em uma “narrativa fantasiosa”.

Durante o depoimento, Antunes disse que sua prosperidade vem de “trabalho honesto e dedicado”, negou ter influenciado órgãos públicos ou associações e rejeitou acusações sobre carros de luxo atribuídos a ele. “Essa Ferrari não é minha, nunca tive Ferrari. Foi comprovado à Polícia Federal”, declarou.

A Polícia Federal afirma que Antunes é “sócio de uma miríade de empresas” usadas para receber recursos de associações. Relatórios apontam que pessoas físicas e jurídicas ligadas a ele movimentaram R$ 53,5 milhões provenientes de entidades sindicais e empresas associadas.

As investigações também apuram corrupção de ex-diretores, lavagem de dinheiro e captação de aposentados por meio de call centers controlados pelo empresário, com cobrança de até 27,5% sobre descontos de novos filiados.

Antunes disse ter entregado 180 GB de documentos à Justiça, o equivalente a 18 milhões de páginas, que, segundo ele, “desmontam narrativas mentirosas” a seu respeito.

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