O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, elogiou as manifestações populares que ocorreram no domingo (21) em diversas cidades do Brasil, protestando contra a PEC da Blindagem e o projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Em suas redes sociais, o decano da Corte classificou os atos como “a prova viva da força do povo brasileiro na defesa da democracia” e afirmou que o STF “esteve, mais uma vez, à altura da sua história”.
Os protestos, que reuniram milhares de pessoas em 23 capitais, incluindo 42,4 mil em São Paulo e 41,8 mil no Rio de Janeiro, foram vistos por Gilmar Mendes como uma reafirmação de que “não há espaço para rupturas ou retrocessos” no país.
As manifestações de hoje contra a anistia dos atos golpistas são a prova viva da força do povo brasileiro na defesa da democracia. Em diferentes momentos, registraram-se demonstrações de apoio ao Supremo Tribunal Federal, que esteve, mais uma vez, à altura da sua história,…
— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) September 22, 2025
O ministro também destacou a simbologia da bandeira nacional nos atos, em oposição a bandeiras de outros países, como a dos Estados Unidos, que foram exibidas em manifestações pró-Bolsonaro há duas semanas.
Para o ministro, a “energia democrática” dessas manifestações deve ser canalizada para a formação de um “grande pacto nacional” entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O objetivo seria focar em uma agenda de reconstrução e de futuro, com avanços em áreas como economia, segurança pública, meio ambiente e justiça social.
A declaração de Gilmar Mendes acontece em um momento de grande tensão política do Supremo com o Congresso. Na última semana, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC da Blindagem e a urgência do projeto de anistia — o ministro já falou que, se aprovada, a proposta de emenda à constituição não afetará os processos em curso contra parlamentares
A PEC, que dá ao Congresso a prerrogativa de decidir sobre investigações contra parlamentares, ainda será analisada no Senado, onde enfrenta forte resistência e, segundo pesquisas, deve ser rejeitada.
