Gilmar Mendes elogia atos contra PEC da Blindagem e anistia
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Gilmar Mendes elogia manifestações contra PEC da Blindagem e anistia

Gilmar Mendes defende manifestações da esquerda e fala em "pacto nacional"
Gilmar Mendes defende manifestações da esquerda e fala em "pacto nacional"

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Por Isac Mascarenhas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, elogiou as manifestações populares que ocorreram no domingo (21) em diversas cidades do Brasil, protestando contra a PEC da Blindagem e o projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

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Em suas redes sociais, o decano da Corte classificou os atos como “a prova viva da força do povo brasileiro na defesa da democracia” e afirmou que o STF “esteve, mais uma vez, à altura da sua história”.

Os protestos, que reuniram milhares de pessoas em 23 capitais, incluindo 42,4 mil em São Paulo e 41,8 mil no Rio de Janeiro, foram vistos por Gilmar Mendes como uma reafirmação de que “não há espaço para rupturas ou retrocessos” no país.

O ministro também destacou a simbologia da bandeira nacional nos atos, em oposição a bandeiras de outros países, como a dos Estados Unidos, que foram exibidas em manifestações pró-Bolsonaro há duas semanas.

Para o ministro, a “energia democrática” dessas manifestações deve ser canalizada para a formação de um “grande pacto nacional” entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O objetivo seria focar em uma agenda de reconstrução e de futuro, com avanços em áreas como economia, segurança pública, meio ambiente e justiça social.

A declaração de Gilmar Mendes acontece em um momento de grande tensão política do Supremo com o Congresso. Na última semana, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC da Blindagem e a urgência do projeto de anistia — o ministro já falou que, se aprovada, a proposta de emenda à constituição não afetará os processos em curso contra parlamentares

A PEC, que dá ao Congresso a prerrogativa de decidir sobre investigações contra parlamentares, ainda será analisada no Senado, onde enfrenta forte resistência e, segundo pesquisas, deve ser rejeitada.

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