Ciro Nogueira quer PEC da Blindagem com texto alternativo
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Ciro Nogueira insiste na PEC da Blindagem e propõe texto alternativo

Ciro Nogueira afirma que Eduardo Bolsonaro prejudica a estratégia da direita para 2026; Centrão assume coordenação da campanha e reforça rejeição ao filho do ex-presidente
Ciro Nogueira diz que Eduardo Bolsonaro prejudicou a campanha da oposição para 2026. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Por Isac Mascarenhas

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) anunciou a intenção de apresentar um texto alternativo à PEC da Blindagem no Senado. O objetivo, segundo ele, é limitar a proposta para que a prerrogativa parlamentar se aplique apenas a crimes de opinião, uma abordagem menos abrangente do que a aprovada pela Câmara dos Deputados. A iniciativa de Nogueira surge em meio à forte resistência de senadores, que prometem rejeitar o projeto.

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Em suas redes sociais, o senador defendeu a ideia como um meio de “fortalecer o Parlamento, a Democracia e a liberdade de expressão”, argumentando que a livre manifestação do pensamento é a “essência” da atividade parlamentar.

A PEC aprovada na Câmara, no entanto, é mais ampla e não especifica quais crimes seriam incluídos na “blindagem”, algo que gerou críticas de juristas e de membros do próprio Senado. No projeto apresentado, investigações de qualquer crime devem ser aprovadas previamente pela Casa — a aprovação teve amplo apoio do PP, partido de Ciro Nogueira.

“Minha proposta é apresentar um substitutivo garantindo que essa prerrogativa seja assegurada apenas para os crimes de opinião”, escreveu.


A proposta, que retoma a necessidade de autorização do Congresso para o STF processar parlamentares, já enfrenta grande oposição no Senado. O relator da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Alessandro Vieira (MDB-SE), já adiantou que seu parecer será pela rejeição do texto. “O relatório será pela rejeição, demonstrando tecnicamente os enormes prejuízos que essa proposta pode causar aos brasileiros”, disse o parlamentar à CNN

O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), foi no mesmo tom. Em entrevista ao UOL, ele afirmou que a PEC “não passa de jeito nenhum” e que a aprovação pela Câmara foi um ato “inimaginável”.

A pressão contra a proposta também vem das ruas, com manifestantes protestando em capitais de todo o Brasil contra a PEC e o projeto de anistia aos condenados de 8 de janeiro

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