Flávio Bolsonaro sobre isenção do IR: “O Estado está ganhando mais do que o próprio empreendedor”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro sobre isenção do IR: “O Estado está ganhando mais do que o próprio empreendedor”

Flávio Bolsonaro critica a isenção do IR no Senado, afirma que o governo penaliza empreendedores e defende ajustes para evitar aumento de impostos a profissionais Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Flávio Bolsonaro critica a isenção do IR no Senado, afirma que o governo penaliza empreendedores e defende ajustes para evitar aumento de impostos a profissionais Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

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Por Redação

Senador defendeu alterações no projeto e acusou o Planalto de punir quem produz e investir contra o empreendedor

Durante a votação do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) no Senado, nesta quarta-feira (5), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um discurso contra o governo, acusando o Planalto de desestimular a geração de empregos e punir quem empreende no país.

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Segundo o parlamentar, o texto em análise “precisa ser alterado” porque, da forma como está, penaliza profissionais liberais e o setor produtivo, ao mesmo tempo em que amplia o poder arrecadatório do Estado.

“Hoje o governo trata quem prospera como criminoso, como responsável pela injustiça social. É um Estado que ganha mais dinheiro com o empreendimento do que o próprio empreendedor”, afirmou.

Flávio também atacou a política econômica do Executivo, classificando-a como “mentalidade socialista e comunista”, que privilegia a dependência do Estado em vez de incentivar a iniciativa privada. “É muito mais fácil especular do que gerar emprego. Esse é o Brasil que eles estão construindo”, disse.

O senador alertou que o projeto, se aprovado sem mudanças, pode onerar advogados, médicos e produtores culturais, com uma carga tributária que, somando IR, CSLL e IVA, “pode ultrapassar 34%”.

Ele também criticou o que chamou de “tributação retroativa e inconstitucional”, afirmando que o texto exige ajustes técnicos para evitar cobrança indevida sobre lucros já apurados.

Flávio Bolsonaro declarou voto favorável ao projeto de isenção, mas disse apoiar os destaques que corrigem o texto e evitam, segundo ele, “a destruição dos profissionais liberais e das pequenas empresas”.

Encerrando o discurso, o senador fez uma comparação direta com a gestão de seu pai, Jair Bolsonaro, destacando que o ex-presidente “entregou o governo com superávit de R$ 54 bilhões”, enquanto o atual acumula “déficit de R$ 350 bilhões”. “Esse é o resultado de um governo que ataca quem trabalha e premia quem depende do Estado”, concluiu.

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