Senador defendeu alterações no projeto e acusou o Planalto de punir quem produz e investir contra o empreendedor
Durante a votação do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) no Senado, nesta quarta-feira (5), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um discurso contra o governo, acusando o Planalto de desestimular a geração de empregos e punir quem empreende no país.
Segundo o parlamentar, o texto em análise “precisa ser alterado” porque, da forma como está, penaliza profissionais liberais e o setor produtivo, ao mesmo tempo em que amplia o poder arrecadatório do Estado.
“Hoje o governo trata quem prospera como criminoso, como responsável pela injustiça social. É um Estado que ganha mais dinheiro com o empreendimento do que o próprio empreendedor”, afirmou.
Flávio também atacou a política econômica do Executivo, classificando-a como “mentalidade socialista e comunista”, que privilegia a dependência do Estado em vez de incentivar a iniciativa privada. “É muito mais fácil especular do que gerar emprego. Esse é o Brasil que eles estão construindo”, disse.
O senador alertou que o projeto, se aprovado sem mudanças, pode onerar advogados, médicos e produtores culturais, com uma carga tributária que, somando IR, CSLL e IVA, “pode ultrapassar 34%”.
Ele também criticou o que chamou de “tributação retroativa e inconstitucional”, afirmando que o texto exige ajustes técnicos para evitar cobrança indevida sobre lucros já apurados.
Flávio Bolsonaro declarou voto favorável ao projeto de isenção, mas disse apoiar os destaques que corrigem o texto e evitam, segundo ele, “a destruição dos profissionais liberais e das pequenas empresas”.
Encerrando o discurso, o senador fez uma comparação direta com a gestão de seu pai, Jair Bolsonaro, destacando que o ex-presidente “entregou o governo com superávit de R$ 54 bilhões”, enquanto o atual acumula “déficit de R$ 350 bilhões”. “Esse é o resultado de um governo que ataca quem trabalha e premia quem depende do Estado”, concluiu.
