Senador diz que associação ao presidente dos EUA pode não ajudar sua pré-candidatura
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que não vê, necessariamente, vantagem em ter o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, associado à sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto em 2026.
A declaração foi feita em entrevista ao canal LeoDias TV, em meio à repercussão da decisão do governo norte-americano de retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes da lista de sancionados pela Lei Magnitsky.
Segundo Flávio, a revogação das sanções não representa um enfraquecimento do bolsonarismo nem da atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se mudou para os Estados Unidos no início do ano e passou a articular junto a autoridades americanas críticas ao Judiciário brasileiro.
Para o senador, atribuir ao irmão influência direta sobre Trump é uma leitura equivocada.
“As sanções que foram impostas ao Brasil e a Lei Magnitsky não foram manipulação do Eduardo. Os interesses sempre foram do Trump, ligados a empresas e cidadãos americanos. Achar que o Eduardo manipula o Trump não dá. E isso não tem nada a ver com a minha candidatura. Nem sei se é bom ter o Trump colado com a minha imagem”, disse.
A retirada do nome de Moraes da lista foi anunciada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), ligado ao Departamento do Tesouro dos EUA, sem detalhar os motivos da decisão.
O ministro havia sido incluído em julho, no contexto do endurecimento do discurso da Casa Branca contra o STF, especialmente após o avanço do processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por envolvimento na trama golpista. À época, o governo Trump acusava Moraes de promover uma perseguição política.
Durante a entrevista, Flávio também comentou a postura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que foi visto aplaudindo Moraes durante um evento recente. Para o senador, o gesto foi protocolar e evidenciou desconforto.
“Eu acho o Tarcísio um cara fenomenal, mas aquilo ali não foi um aplauso de concordância. Quando você olha, ele está claramente desconfortável. É algo protocolar. Eu não aplaudiria. Teria levantado e ido embora”, afirmou.
