Flávio Bolsonaro pede proteção a Tagliaferro na Itália
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Flávio Bolsonaro solicita proteção a Tagliaferro na Itália

Tagliaferro no Senado
Ex-assessor é denunciado por organização criminosa em SP

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Por Isac Mascarenhas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado, afirmou que solicitará proteção para Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após o depoimento dele nesta terça-feira (2). As denúncias feitas contra o ministro Alexandre de Moraes e o temor de Tagliaferro por sua vida motivaram o pedido.

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Em sua fala, Tagliaferro disse sentir-se perseguido pelo magistrado. “Ele me persegue, ele quer me calar. Mas não vai conseguir me calar”, afirmou o ex-assessor, que atualmente está na Itália.

O senador Flávio Bolsonaro relatou que, durante a audiência, ocorreram “duas movimentações” no processo de Tagliaferro, além de uma queda em suas redes sociais. O ex-assessor, que se mudou para a Itália após ser indiciado pela Polícia Federal, teme por sua vida e reforçou que suas ações para denunciar o ministro foram motivadas por sua segurança pessoal.

Durante a audiência, Tagliaferro fez diversas denúncias contra o magistrado, que estaria perseguindo jornalistas e empresários da direita. Segundo ele, Moraes forjou um documento de busca e apreensão contra Luciano Hang, dono da Havan, pois não tinha embasamento jurídico suficiente para ação.

Flávio Bolsonaro pediu a permissão de Tagliaferro para que o Senado Federal entrasse com um pedido de proteção junto à Justiça italiana. Um relatório será sobre as denúncias será produzido e encaminhado para o presidente do Supremo, Luís Roberto Barrososo, e para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Novas sanções americanas contra o ministro, que já teve o visto cancelado e é alvo da Lei Magnitsky, deverão ser pedidas. Segundo Flávio, o governo dos Estados Unidos deve ter ciência das violações dos direitos humanos praticadas por Moraes e Gonet.

O pedido de proteção é feito uma depois após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Tagliaferro ao Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e violação de sigilo funcional, cujas penas podem somar até 22 anos de prisão.

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