Produção americana estrelada por Jim Caviezel tem estreia prevista para 2026, ano eleitoral
Durante o programa Alive, nesta segunda-feira (8), o apresentador Claudio Dantas comentou o lançamento do primeiro teaser de Dark Horse, filme que reconstitui a trajetória política recente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O longa, estrelado pelo ator norte-americano Jim Caviezel e produzido pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP) em parceria com o diretor Cyrus Nowrasteh, tem estreia prevista para 2026.
Dantas afirmou que a produção deve abranger desde o atentado à faca sofrido por Bolsonaro em 2018 até bastidores de campanha e episódios de sua atuação no governo. Segundo ele, o elenco e a equipe internacional chamam atenção pela relevância.
“A história de Jair Bolsonaro tem muitos momentos dramáticos. Ele quase morre, depois é eleito, depois enfrenta tudo o que aconteceu. É um drama humano, além do político.”
Ele avaliou a possibilidade do filme ultrapassar o público já alinhado ao ex-presidente e atuar como contraponto à maneira como o político foi retratado nos últimos anos.
“Humanizar um personagem que foi desumanizado tem impacto, e lançar isso em 2026 tem um peso enorme.”
O apresentador ainda mencionou que o financiamento da produção teria apoio do presidente dos Estados Unidos Donald Trump (Republicano). Para o jornalista, isso deveria servir de exemplo para empresários brasileiros.
“O Trump está mostrando: se você não investir em mídia, você perde a narrativa.”
A cientista política Júlia Lucy destacou que a opção por uma produtora norte-americana foi estratégica para evitar possíveis barreiras legais no Brasil. Segundo ela, produções nacionais sobre Bolsonaro já teriam enfrentado restrições.
De acordo com Lucy, “a produção não é brasileira exatamente para não correr o risco de ser barrada”, citando casos em que documentários da Brasil Paralelo teriam enfrentado tentativas de impedimento.
Para o cientista político Leonardo Barreto, a narrativa dramatizada pode atingir públicos que normalmente evitam conteúdos ligados ao bolsonarismo. Para ele, obras de entretenimento conseguem romper resistências e apresentar temas políticos sob outra perspectiva.
Segundo Barreto, o longa pode influenciar a disputa de 2026 ao reforçar elementos da trajetória do ex-presidente, especialmente o atentado a faca.
“Temos uma eleição muito disputada pela frente, com feridas políticas reabertas. Um filme com essa carga dramática pode se tornar parte do contexto da disputa”, avaliou.
