Filipe Martins lança vaquinha para pagar advogados nos EUA
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Filipe Martins lança vaquinha para pagar advogados nos EUA

Réu no STF, Filipe Martins inicia vaquinha para pagar advogados nos EUA e custear despesas judiciais do processo sobre tentativa de golpe. Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Ex-assessor de Bolsonaro busca recursos para custear defesa em caso do STF sobre tentativa de golpe

O ex-assessor de Relações Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins, lançou uma campanha virtual de arrecadação para custear advogados nos Estados Unidos.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A iniciativa foi divulgada no último domingo (9), em publicação feita no X (antigo Twitter) pelo advogado Jeffrey Chiquini. Segundo ele, a vaquinha foi criada por um grupo de apoiadores e amigos de Martins com o objetivo de arrecadar recursos para pagar honorários de advogados criminalistas e cobrir despesas decorrentes das restrições impostas ao ex-assessor “há quase três anos”.

Chiquini afirmou que todo o valor será destinado exclusivamente a Martins e convocou apoiadores a contribuir. O advogado disse que a meta é “levar todos os responsáveis pela fraude no sistema migratório americano à Justiça dos EUA” e pediu que as pessoas “acessem o site, ajudem a divulgar e apoiem com o que puderem”.

Réu no Supremo Tribunal Federal (STF), Martins integra o núcleo 2 do processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Em alegações finais, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação dele e de outros acusados.

Preso preventivamente desde fevereiro de 2024, Martins ficou seis meses detido no Paraná até ser autorizado a cumprir prisão domiciliar, decisão tomada diante do risco de fuga ao exterior. O STF baseou a ordem de prisão no fato de seu nome constar na lista da comitiva de Bolsonaro que viajou a Orlando em 30 de dezembro de 2022. A defesa, porém, afirma que ele não embarcou.

A campanha surge após decisões recentes do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Moraes chegou a afastar a defesa de Martins por perda de prazo processual, mas recuou dias depois. O episódio provocou reações de perfis da direita nas redes sociais, que acusaram o tribunal de “cerceamento de defesa”.

A PGR reuniu documentos e depoimentos que, segundo a denúncia, ligam Martins ao plano golpista. Uma das principais provas é a reunião de 7 de dezembro de 2022, em que o então presidente Jair Bolsonaro teria apresentado a comandantes das Forças Armadas uma minuta de decreto com medidas de exceção.

O julgamento do ex-assessor está marcado para os dias 9, 10, 16 e 17 de dezembro, junto com outros integrantes do chamado “núcleo 2”, formado por ex-assessores e aliados diretos de Bolsonaro. O grupo é apontado pela acusação como responsável por ações de articulação e apoio logístico à tentativa de golpe.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade