Fazenda confirma novo bloqueio no orçamento para cumprir meta fiscal
Brasília, Segunda, 20 de julho de 2026
Economia

Fazenda confirma novo bloqueio no orçamento para cumprir meta fiscal

Governo deve anunciar ajuste nas despesas obrigatórias nesta sexta-feira durante divulgação do relatório fiscal de 2026

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Por Redação

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, confirmou hoje (22) que o governo federal fará um novo bloqueio no Orçamento para garantir o cumprimento das metas fiscais de 2026.

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Segundo Ceron, a medida está relacionada ao crescimento das despesas obrigatórias, como Previdência e Benefício de Prestação Continuada (BPC). O anúncio oficial será feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante coletiva prevista para as 15h, quando será divulgado o segundo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do ano.

“O balanço entre receitas e despesas está adequado, então isso não deve ter um grande impacto em termos de contingenciamento”, afirmou Ceron em entrevista ao SBT News.

O secretário disse que o governo avalia ajustes na composição das despesas públicas ao longo da execução orçamentária. Segundo ele, o cenário fiscal segue controlado apesar da necessidade de novos bloqueios.

“Por outro lado, na composição das despesas – despesas obrigatórias, discricionárias, previdência, BPC – provavelmente vamos ter alguns ajustes. É normal. É da dinâmica da execução orçamentária”, declarou.

Ceron também afirmou que o governo não prevê um contingenciamento elevado neste momento.

“O principal, que é o atingimento dos resultados fiscais, nós já podemos adiantar que ele está bem endereçado e portanto não vamos ter a necessidade de contingenciamento expressivo”, disse.

No primeiro relatório bimestral de 2026, divulgado anteriormente pela equipe econômica, o governo já havia bloqueado R$ 1,6 bilhão do Orçamento para adequar os gastos ao limite fiscal previsto no arcabouço.

Na ocasião, o Ministério da Fazenda informou que não seria necessário contingenciar recursos para cumprir a meta fiscal do ano, estabelecida em superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), estimado em R$ 34,3 bilhões.

O novo bloqueio ocorre em meio à pressão sobre as contas públicas provocada pelo avanço das despesas obrigatórias e pelo aumento das dificuldades fiscais enfrentadas pelo governo federal ao longo de 2026.

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