Fachin repudia indiciamento de ministros do STF em nota
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Fachin repudia indiciamento de ministros do STF em nota

Presidente do STF divulga nota após rejeição de relatório que citava Moraes, Toffoli e Gilmar

Alerta: OAB pede a Fachin fim do inquérito das fake news
Foto: Rosinei Coutinho/STF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nesta terça-feira (14) uma nota de repúdio ao pedido de indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, incluídos no relatório da CPI do Crime Organizado.

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O comunicado foi publicado após a comissão rejeitar o parecer apresentado pelo senador Alessandro Vieira, por 6 votos a 4. O texto também incluía o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A CPI havia passado por mudanças na composição antes da votação, com a entrada de novos titulares e suplentes. As alterações foram criticadas por parlamentares da oposição.

Na nota, a Presidência do STF afirmou que “repudia de forma enfática a indevida inclusão e o alegado envolvimento dos Ministros” no relatório da comissão.

O texto também destaca que as CPIs são instrumentos legítimos de fiscalização, mas devem respeitar limites constitucionais. Segundo o comunicado, “desvios de finalidade temática dessas Comissões, todavia, enfraquecem os pilares democráticos e ameaçam os direitos fundamentais de qualquer cidadão”.

Ainda na nota, o Supremo afirma que seguirá exercendo suas funções institucionais e reforça a necessidade de respeito entre os Poderes. O documento declara que o tribunal “seguirá firme em sua missão de guardar a Constituição e proteger as liberdades democráticas”.

A Presidência também manifestou solidariedade aos ministros citados no relatório.

O relatório rejeitado atribuía aos citados a prática de crimes de responsabilidade, sob alegação de condutas incompatíveis com o exercício das funções. Durante a apresentação, Vieira afirmou que “ninguém está acima da lei”.

Com a rejeição, o parecer não seguirá para análise no Senado.

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