Nenhuma investigação sairá do papel, se depender de Alcolumbre
Fabiano Silva dos Santos entregou sua carta de demissão ontem ao Palácio do Planalto, mesmo antes de Lula voltar de viagem. Alegando problemas de saúde, o advogado sai à francesa como que se quisesse não ser notado nem lembrado. Mas o dano bilionário causado por sua gestão às contas da estatal não pode passar despercebido.
Sem experiência na área, fez uma gestão caótica e irresponsável. Aumentou o próprio salário, patrocinou eventos culturais dentro e fora do Brasil, deu calote em fornecedores, deixou funcionários sem férias, 13o e plano de saúde; sem contar as denúncias de irregularidades e suspeitas de esquemas ilegais que ainda merecem a devida apuração.
Todas elas deveriam ser alvo de uma CPI, já protocolada no Senado, mas que Davi Alcolumbre não instalou. O amapaense, que esta semana negociou com Lula a liberação de suas próprias emendas, também barganhou o controle dos Correios, pressionando pela saída de Fabiano.
Dificilmente, o sucessor indicado por Alcolumbre fará uma gestão profissional, como já demonstrado na nomeação do diretor de novos negócios da estatal, que ele emplacou há poucos meses. A esquerda, mesmo sangrando, não falará nada. A turma do Boules e do Prerrô só cobra moralidade quando e de quem interessa.
Davi Alcolumbre, por sua vez, usa cargo para seus próprios interesses, aliando-se ao Supremo e ao PT sempre que necessário. Não há mocinhos nessa história e as vítimas são sempre as mesmas. Como no rombo do INSS, quem paga a conta somos nós.
