Em edição do programa Alive transmitida nesta sexta-feira (13), o deputado federal Filipe Barros (PL-PR) revelou estar preparando um relatório abrangente sobre a venda de ativos estratégicos brasileiros para fundos soberanos e empresas estrangeiras.
A investigação, que já dura cerca de oito meses, expõe a comercialização de recursos cruciais, incluindo minerais sensíveis como o urânio, e infraestrutura como portos.
Barros deu detalhes de um caso específico que o alertou para a gravidade da situação. “Investiguei, por exemplo, a venda de uma mina que estava sendo minerada por uma empresa do Peru, que foi vendida para uma estatal chinesa“, explicou.
A mina em questão possui depósitos de estânio e, em menor quantidade, urânio. O estânio é um metal amplamente utilizado globalmente, inclusive na fabricação de chips de tecnologia. A estatal chinesa que adquiriu o ativo opera em diversos países e acumula denúncias de danos ambientais e exploração de mão de obra.
O deputado expressou surpresa com a falta de conhecimento das autoridades brasileiras sobre a transação. “Vários outros órgãos sequer souberam que a mina do Peru havia sido vendida para a China”, destacou Barros. Segundo o parlamentar, essa ausência de controle levanta preocupações sobre a soberania nacional e a gestão de recursos vitais.
Filipe Barros enfatizou que o relatório não se restringe à China, mas abrange a venda de todos os ativos estratégicos brasileiros a outros países.
O relatório completo, prometido para o segundo semestre, será disponibilizado aos membros da Comissão de Relações Exteriores e à imprensa. “É um relatório bem completo da venda de vários ativos estratégicos brasileiros, desde infraestrutura, e até mais sensíveis como minerais”, afirmou.
Barros concluiu reforçando a importância de pensar nos interesses do povo brasileiro e evitar que o país se torne dependente de outros para explorar seus próprios recursos. “É esse debate que eu quero provocar na [Comissão de Relações Exteriores] com esse relatório que nós vamos apresentar”, finalizou.
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