EUA enviam porta-aviões mais avançado do mundo ao Caribe em resposta ao narcoterrorismo
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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EUA enviam porta-aviões mais avançado do mundo ao Caribe em resposta ao narcoterrorismo

O USS Gerald R. Ford, com 333 metros de comprimento, 100 mil toneladas e capacidade para cerca de 90 aeronaves, transporta aproximadamente 5 mil marinheiros.
Segundo a Marinha dos EUA, o porta-aviões e sua frota são capazes de realizar operações em todo o espectro militar. (Foto: Bob Humphries/ Flickr Gerald R. Ford)

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

USS Gerald R. Ford chega à região em meio a tensões com a Venezuela

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (24) o envio do porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado o maior e mais tecnologicamente avançado do mundo, para a região do Caribe e América Latina.

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A movimentação, determinada pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, inclui também navios de guerra, caças F/A-18 e helicópteros de ataque, reforçando a presença militar norte-americana em meio a crescentes tensões com a Venezuela.

Segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, a medida ocorre em em apoio à diretriz presidencial de desmantelar Organizações Criminosas Transnacionais (TCOs) e combater o narcoterrorismo em defesa da Pátria.

“A presença reforçada das forças americanas na área de responsabilidade (AOR) do Comando Sul dos EUA (USSOUTHCOM) reforçará a capacidade dos EUA de detectar, monitorar e desmantelar atores e atividades ilícitas que comprometam a segurança e a prosperidade do território nacional dos Estados Unidos e nossa segurança no Hemisfério Ocidental”, disse Parnell no X (antigo Twitter).

O USS Gerald R. Ford, com 333 metros de comprimento, 100 mil toneladas e capacidade para cerca de 90 aeronaves, transporta aproximadamente 5 mil marinheiros.

Além disso, é equipado com sistemas de armas avançados, mísseis antiaéreos, metralhadoras pesadas e tecnologia de lançamento eletromagnético para aviões de combate, além de contar com propulsão nuclear.

A decisão ocorre após uma série de ataques norte-americanos a embarcações suspeitas de tráfico de drogas na região, que resultaram em pelo menos 43 mortes em 10 operações recentes.

Os alvos, segundo o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), estariam vinculados a cartéis sul-americanos, como o Tren de Aragua e grupos associados à Venezuela e Colômbia.

Trump justificou, durante entrevista à imprensa na quinta-feira (23), a intensificação das operações com o argumento de combate ao “narcoterrorismo”, comparando cartéis de drogas a organizações terroristas internacionais como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico.

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