EUA atacam barco suspeito de carregar drogas no Pacífico colombiano pela primeira vez - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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EUA atacam barco suspeito de carregar drogas no Pacífico colombiano pela primeira vez

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Por Taís Hirschmann

Foi o oitavo ataque conhecido, e o primeiro fora do Caribe, na campanha do governo Trump contra barcos que transportavam drogas para os EUA

Forças militares dos Estados Unidos realizaram um ataque contra uma embarcação que supostamente transportava drogas em águas do Oceano Pacífico, com um balanço de dois mortos, anunciou nesta quarta-feira, 22, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, no X.

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“Havia dois narcoterroristas a bordo da embarcação durante o ataque, que foi realizado em águas internacionais. Ambos os terroristas foram mortos e nenhuma força americana ficou ferida neste ataque,” que ocorreu na terça-feira, 21, disse Hegseth.

Este foi o oitavo ataque conhecido que as forças de Operações Especiais dos EUA realizaram desde 2 de setembro, quando os militares, sob ordens do presidente Donald Trump, começaram a matar pessoas a bordo de barcos que supostamente estavam contrabandeando drogas como se fossem combatentes inimigos em uma guerra, em vez de suspeitos de crimes.

Foi a primeira vez que um ataque do tipo atingiu um barco no Pacífico, na costa da Colômbia, em vez de no Mar do Caribe.

O governo já havia reconhecido sete ataques, que afirma que mataram 32 pessoas.
O governo Trump afirmou que cada um dos ataques ocorreu em águas internacionais e que os passageiros eram membros de cartéis de drogas que o Departamento de Estado havia designado como organizações terroristas.

O governo também afirmou que a inteligência respalda suas acusações sobre as identidades dos passageiros e o que eles estavam fazendo, mas não apresentou provas.
Na quarta-feira, autoridades americanas não identificaram imediatamente o grupo acusado de transportar drogas no barco atingido na costa colombiana.

Uma ampla gama de especialistas jurídicos externos em leis que regem o uso da força armada disseram que a campanha é ilegal porque os militares não têm permissão para alvejar deliberadamente civis — mesmo suspeitos de crimes — que não estejam participando diretamente das hostilidades.

A Casa Branca afirmou que os ataques são legais por uma questão de legítima defesa e porque Trump “determinou” que o país está em um conflito armado formal com cartéis de drogas que sua equipe considera terroristas. O governo não apresentou publicamente uma teoria jurídica que explique como preencher a lacuna entre o tráfico de um produto ilícito e ataques armados organizados.

O governo destacou o fato de que cerca de 100 mil americanos morrem de overdose de drogas a cada ano. Mas o aumento de overdoses foi impulsionado pelo fentanil, que vem do México.

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