Trump impõe sanções ao líder colombiano, acusado de transformar a Colômbia em fábrica de cocaína
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (24) um pacote de sanções contra o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sua esposa e o filho deles.
O motivo: envolvimento com o tráfico internacional de drogas e conivência com o avanço dos cartéis no país vizinho.
Petro já se pronunciou: “De fato, a ameaça de Bernie Moreno foi cumprida; minha esposa, meus filhos e eu fomos incluídos na lista do OFAC. Meu advogado de defesa será Dany Kovalik, dos Estados Unidos.”
“Combater o tráfico de drogas com eficácia por décadas me traz esta medida do governo da sociedade que tanto ajudamos a acabar com o uso de cocaína. Um grande paradoxo, mas nunca recuei e nunca me ajoelhei.”
O comunicado do Departamento do Tesouro, publicado na rede X, foi direto. Segundo o órgão, sob o governo Petro a produção de cocaína “atingiu níveis recordes”, transformando a Colômbia em um dos principais centros do narcotráfico mundial.

O texto acusa o presidente colombiano de ter “beneficiado organizações narcoterroristas” e de permitir que o país “inunde os Estados Unidos com drogas”.
“O Tesouro está sancionando o presidente Gustavo Petro por seu papel no tráfico global de drogas ilícitas. Sob a liderança do presidente Trump, não toleraremos que a Colômbia trafique drogas para o nosso país e envenene americanos”, diz o comunicado.
Com efeito, todos os bens que Petro, sua esposa ou seu filho possuam nos Estados Unidos ou sob a guarda de pessoas e empresas americanas estão bloqueados; isso inclui companhias ou propriedades em que os sancionados possam 50% ou mais de participação.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, reforçou que desde 2022, quando Petro assumiu o poder, o narcotráfico cresceu em ritmo alarmante. “A cocaína colombiana voltou a circular em quantidades que não víamos há décadas. A mensagem é clara: quem compactua com o crime pagará o preço.”
As sanções foram aplicadas com base na Ordem Executiva 14059, que mira estrangeiros ligados ao comércio global de drogas ilícitas. As medidas bloqueiam bens, contas e qualquer transação financeira dos alvos nos Estados Unidos.
