Careca” recebeu R$ 1 milhão via Pix de ex-gerente do BMG
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

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Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Por Redação

Movimentação milionária levanta suspeitas em meio a investigações sobre fraudes no INSS.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou uma movimentação de R$ 1 milhão envolvendo o ex-gerente do Banco BMG, Anderson Ladeira Viana, e a empresa Brasília Consultoria Empresarial S/A, controlada por Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

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A transferência foi feita via Pix e chamou atenção pelo volume atípico e pelo histórico do destinatário, já citado em investigações sobre irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Antunes é apontado como figura central em um esquema de fraudes no órgão, apurado pela Polícia Federal (PF) e pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Nesta quinta-feira (9), a PF realiza nova fase da Operação Sem Desconto, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

Coaf identifica repasse de R$ 1 milhão do ex-gerente do BMG à empresa do “Careca do INSS”, alvo de investigações por fraudes no INSS.
Coaf identifica repasse de R$ 1 milhão do ex-gerente do BMG à empresa do “Careca do INSS”, alvo de investigações por fraudes no INSS. Foto: Senado Federal

Após deixar o BMG em 2022, Viana fundou a Associação de Assistência Social a Pensionistas e Aposentados (AASPA) e criou a empresa Dataqualify, voltada à validação de dados de beneficiários da Previdência.

Em 2024, a AASPA firmou um acordo com o INSS, autorizado pelo então diretor André Fidelis, curiosamente, pouco depois do repasse de R$ 1 milhão à empresa de Antunes.

“Chama atenção a movimentação expressiva em conta, gerando uma incompatibilidade entre seu faturamento e os valores movimentados”, destacou o Coaf.

Entre junho de 2023 e abril de 2024, mais de R$ 46 milhões circularam nas contas da consultoria ligada a Antunes. O órgão de controle aponta que as transações não correspondem às atividades declaradas e podem indicar operações financeiras irregulares.

Durante depoimento à CPMI, em 25 de setembro, Antunes negou qualquer envolvimento em fraudes e afirmou que sua empresa atua de forma legal e transparente.

O Banco BMG informou que não mantém vínculos com ex-funcionários e reafirmou seu compromisso com padrões de governança e compliance.

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