Em mensagem, Cid disse que Moraes busca vingança contra Bolsonaro - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Em mensagem, Cid disse que Moraes busca vingança contra Bolsonaro

Eduardo Tagliaferro acusou Alexandre de Moraes de fraude judicial
Eduardo Tagliaferro acusou Alexandre de Moraes de fraude judicial

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Por Redação

Mensagem foi enviada para Eduardo Kuntz, advogado de Marcelo Câmara

O tenente-coronel Mauro Cid, delator na investigação sobre a suposta tentativa de golpe, alegou em uma mensagem privada que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, acredita que Jair Bolsonaroacabou com a vida dele” e que, por isso, agiria por vingança.

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A declaração de Cid foi feita em uma conversa no Instagram com o advogado Eduardo Kuntz, representante de Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro. O conteúdo da mensagem foi registrado em ata notarial por Kuntz e anexado ao processo que investiga o ex-presidente e seus aliados pela suposta tentativa de subverter a ordem democrática.

Segundo Cid, Moraes teria desabafado com o comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva, que é considerado próximo ao ministro. Essa conversa, por sua vez, teria sido repassada ao pai de Cid. “Ele [Moraes] vai querer acabar com a vida do PR [presidente] e do entorno”, escreveu.

Na mesma troca de mensagens, Cid criticou a primeira prisão de Marcelo Câmara, que foi detido novamente na última quarta-feira (18) e está sob custódia da Polícia Federal. “É uma vergonha. Você sabe que a pressão é pra tentar f… Mas ele [Moraes] não vai soltar tão cedo. Ele tem raiva e ódio. Ele acha que PR acabou com a vida dele”, acrescentou Cid.

A prisão preventiva de Câmara foi decretada por Moraes após o ex-assessor de Bolsonaro descumprir medidas cautelares impostas em sua liberdade provisória, concedida em maio de 2024.

A defesa de Bolsonaro tenta anular o acordo de colaboração premiada de Mauro Cid, argumentando que o militar não poderia ter mantido contato com advogados de outras partes durante a investigação. No entanto, integrantes do STF indicam que as informações obtidas através da delação poderão ser mantidas como prova, mesmo que Cid perca os benefícios do acordo.

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