A soltura do cantor foi marcada por fogos de artifício e tumulto
Após ser solto da penitenciária Bangu 3, no Rio de Janeiro, o MC Poze do Rodo criticou atuação da Polícia Militar no tumulto durante sua soltura e negou ligação com o Comando Vermelho (CV). “Eu sou trabalhador e artista. Eu saindo lá agora, uma recepção maravilhosa, de milhares de fãs, e o tratamento foi spray de pimenta e tiro de borracha na cara. Aí eu me pergunto: Eu que sou bandido?”, questionou.
O funkeiro estava preso há cinco dias, mas a Justiça do Rio decretou sua liberdade. Fãs se aglomeram em frente a penitenciária e derrubaram barreiras de contenção para se aproximar de Poze. Com o empurra-empurra, a PM usou spray de pimenta, cacete e balas de borracha para dispersar a multidão.
“Era para estar uma sensação maravilhosa, só não está por causa do tratamento da polícia do Rio de Janeiro. A polícia do Rio de Janeiro não gosta de mim e faz isso daí que você está vendo. Spray de pimenta nos meus fãs? Tiro de borracha nos meus fãs? Bomba nos meus fãs? Para quê? O que eles estão fazendo de crime? Quem é criminoso ali que está ali agora?”, criticou.
Acusado de fazer apologia ao tráfico em suas letras e auxiliar a venda de drogas do CV em seus shows, o cantor foi preso em casa na última sexta (30) “Meus filhos pequenos têm trauma de polícia. Se meus filhos veem a polícia, meus filhos choram. Meus filhos estão com trauma de vocês. Vocês não param de vir aqui em casa. Me deixem em paz!”
Poze também negou ligação com a facção criminosa e defendeu que sua renda é lícita, sem envolvimento com vendas de drogas. “Eu tive minha luta, fui atrás, corri para construir meu castelo. Não é com dinheiro de nada de errado, não.”
A PM do Rio respondeu que apenas conteve a manifestação em frente a penitenciária de Bangu 3, sem excessos. A corporação justificou que, diante dos atos de vandalismo, os agentes precisaram agir para restabelecer a ordem e garantir a segurança da região.
