A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (26).
Segundo Paulo Gonet, o deputado vem promovendo uma “pena de morte civil internacional” contra os envolvidos nas investigações do suposto “núcleo do golpe”.
Em postagem na rede social X, Eduardo afirmou:
“Eu não mudei meu tom. Não há conduta nova. Há um PGR agindo politicamente. É por isso que reafirmo: no Brasil há um Estado de exceção, a “justiça” depende do cliente, o processo depende da capa. Por isso decidi ficar nos EUA, para estar livre e bem desempenhar a defesa das liberdades dos brasileiros, algo quase impossível de ser fazer no Brasil hoje”.
O deputado licenciado disse que a PGR deu mais um tiro no pé: “Antes eu era chacota, hoje sou ameaça à democracia. Nos subestimaram é só recentemente acordaram para a gravidade das consequências – por isso estão batendo cabeça. Hoje o PGR deu mais um tiro no pé e confirmou o que sempre alertei: Brasil vive num Estado de exceção. E ainda botam mais pressão para Moraes e companhia serem sancionados”.
Eduardo classificou os processos judiciais como um meio de extorsão. “Confirmam o que sempre dissemos: o Brasil vive um estado de exceção, onde ações judiciais dependem de interesses políticos, sem base legal“, afirmou.
Na semana passada, o governo americano confirmou a possibilidade de punições contra Alexandre de Moraes por meio da Lei Magnitsky.
Sobre o governo brasileiro e o STF considerem a hipótese de sanções um ataque à soberania nacional, Eduardo disse: “Se Lula quiser defender Moraes e colocar o Brasil contra os Estados Unidos, que são mais fortes, a responsabilidade será do presidente.”
Após colher o pedido da PGR, Moraes solicitou que a PF tome, no prazo de até 10 dias, o depoimento de Jair Bolsonaro para esclarecimentos sobre o financiamento de Eduardo nos Estados Unidos.
