Após ser notificado, Eduardo Bolsonaro chama Motta de “bonequinha de Moraes”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Após ser notificado, Eduardo Bolsonaro chama Motta de “bonequinha de Moraes”

Eduardo, que está nos Estados Unidos desde fevereiro, afirmou que Motta “se tornou boneca de Alexandre de Moraes”, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Eduardo, que está nos Estados Unidos desde fevereiro, afirmou que Motta “se tornou boneca de Alexandre de Moraes”, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução/ Instagram Eduardo Bolsonaro.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Deputado reagiu ao processo de cassação por excesso de faltas e acusou o presidente da Câmara de desonra

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a atacar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após ser oficialmente notificado sobre o processo que pode levar à perda de seu mandato por excesso de faltas.

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Eduardo, que está nos Estados Unidos desde fevereiro, afirmou que Motta “se tornou boneca de Alexandre de Moraes”, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar disse ainda que o presidente da Câmara “escolheu a desonra e ainda terá a guerra”.

“Eu só tenho o número de faltas suficientes para a cassação do meu mandato porque o senhor, Hugo Motta, não reconhece o estado de perseguição que eu sofro. Você prefere cerrar fileiras com Alexandre de Moraes, cedendo às ameaças dele”, afirmou em vídeo publicado nesta quarta-feira (10).

O deputado também criticou o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do PL da Dosimetria, aprovado na Casa Baixa na madrugada de quarta-feira (10). Segundo Eduardo, ambos seriam “bonequinhas do Alexandre de Moraes”.

“Vocês provavelmente ficam trocando WhatsApp com Alexandre de Moraes para saber o que ele pensa e só fazer aquilo que ele determina”, disse.

Notificação e risco de cassação

A Câmara publicou, na terça-feira (9), uma notificação por edital concedendo cinco dias úteis para Eduardo apresentar sua defesa. Ele ultrapassou o limite de faltas permitido desde que sua licença oficial terminou, em 20 de julho.

Hugo Motta afirmou que o caso será analisado pela Mesa Diretora até a próxima semana e destacou à imprensa que “é impossível o exercício do mandato parlamentar fora do território nacional.”

Eduardo está nos EUA alegando perseguição do STF e, de lá, passou a atuar politicamente pedindo sanções contra autoridades brasileiras e defendendo anistia do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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