Eduardo Bolsonaro condiciona candidatura à Presidência a sanções contra Moraes - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Eduardo Bolsonaro condiciona candidatura à Presidência a sanções contra Moraes

Eduardo Bolsonaro

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Por Redação

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou estar “100% pronto” para uma eventual candidatura à Presidência em 2026. A declaração foi feita durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) em Miami, antes da recente internação de seu pai, Jair Bolsonaro.

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Em entrevista ao youtuber Allan dos Santos, Eduardo condicionou sua possível disputa eleitoral a uma “missão” delegada por seu pai, que foi declarado inelegível pelo TSE. Segundo o deputado, para que isso se concretize, o governo dos Estados Unidos precisa impor sanções contra o ministro Alexandre de Moraes.

“Primeiro a gente tem que sancionar o Moraes, né? Mas eu acho que, saindo a sanção do Moraes, a gente também tem uma boa janela de oportunidade para deixar o Congresso livre e as instituições do Brasil livres para reagir a tudo isso”, avaliou. Ele complementou que, com as sanções, “o Congresso já tem os votos para a anistia ser aprovada. Falta só o Congresso sair das garras do Alexandre de Moraes”.

Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA desde fevereiro buscando apoio contra as decisões de Alexandre de Moraes, explicou que as sanções americanas ainda não foram decretadas devido ao conflito no Oriente Médio, envolvendo ataques dos EUA e Israel ao Irã.

“Quando isso acontecer, a gente vai ter a possibilidade de Bolsonaro ser presidente, se candidatar no ano que vem. Mas se ele passar a missão para mim, pode ter certeza de que eu estou 100% pronto para cumpri-la”, reiterou o deputado.

“A boa notícia é que já está tudo pronto para que as sanções ocorram. Toda a burocracia já foi feita, e elas só não saíram ainda por conta dessa prioridade com o que está se passando agora na guerra de Israel com o Irã, que está tendo o apoio dos EUA. Então a gente está buscando espaço para que seja dada essa atenção ao Brasil”, afirmou.

Comparando a urgência dos temas, o deputado traçou um paralelo entre o conflito no Oriente Médio e a situação brasileira: “A gente sabe que o Irã representa o risco de uma guerra nuclear, o risco de arrastar o mundo para uma terceira guerra mundial. Mas o Brasil também: a cada momento que se deixa de sancionar o Moraes, abre-se uma janela de oportunidade para o regime se consolidar”.

Ele concluiu criticando decisões recentes do STF: “Esta semana houve uma decisão determinando que as empresas de redes sociais serão responsáveis por aquilo que for postado pelos usuários — algo que terá repercussões bizarras. Essa institucionalização da censura ‘à la China’ vai gerar consequências graves. E só ocorreu porque o Alexandre de Moraes está confortável, encabeçando esse movimento. Se ele tivesse sido sancionado uma semana atrás, isso não estaria ocorrendo hoje”.

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