Jornalista revela avanço do processo de sanções no Congresso dos EUA
As possíveis sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), podem ser anunciadas em breve. Em participação no programa Alive, o jornalista Paulo Figueiredo revelou que o processo para a imposição das medidas ultrapassou todas as etapas burocráticas e agora aguarda apenas a análise final do presidente Donald Trump.
Figueiredo, que recentemente prestou depoimento à Comissão de Direitos Humanos no Congresso americano, reiterou suas acusações de que Moraes teria instaurado um regime de perseguição contra políticos, ativistas e jornalistas de direita no Brasil. Ele descreveu uma “campanha sistemática” de repressão transnacional, que inclui prisões, bloqueios de bens e exílio forçado.
Durante o programa, Figueiredo detalhou que seu depoimento completo no Congresso americano, com dezoito páginas, foi registrado e enviado ao senador Marco Rubio. “Carta que foi enviada na quinta-feira [3], se eu não me engano na sexta-feira, pelo deputado Marco Rubio”, disse ele, “eu sei que [ele] já recebeu a carta e está acelerando o processo de análise da situação das sanções”.
O jornalista revelou que Marco Rubio já teria dado seu aval, e que a decisão final sobre as sanções agora depende do “ok” conclusivo do presidente Trump.
Figueiredo explicou que as sanções ultrapassaram um complexo processo burocrático que envolve a aprovação do Departamento de Estado, do Conselho de Segurança Nacional, do Conselho de Política Doméstica, da advocacia interna da Casa Branca, do Departamento de Justiça e do Departamento do Tesouro.
“Nós chegamos no momento onde nós já cumprimos todas essas etapas e estamos para avaliação do presidente dos Estados Unidos”, enfatizou. O jornalista concluiu que as sanções “estão na mesa do presidente Donald Trump aguardando apenas a análise dele”.
O jornalista, que se considera uma das vítimas dessa suposta perseguição, relatou ter sido incluído na lista da Interpol em 2019, o que o levou a passar 17 dias detido na Flórida, além de ter suas contas bancárias e redes sociais bloqueadas e o passaporte cancelado por Moraes em 2022, forçando-o a permanecer nos EUA.
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