CPI do Crime Organizado quer ouvir Tuta, apontado como chefe do PCC
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CPI do Crime Organizado quer ouvir Tuta, apontado como chefe do PCC

CPI do Crime Organizado pode convocar Tuta, considerado sucessor de Marcola no PCC, para depor sobre atuação da facção no Brasil e no exterior.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Requerimento de Marcos do Val cita conexões internacionais e vínculo diplomático do criminoso

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) apresentou requerimento para convocar Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, apontado como um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), para depor à CPI do Crime Organizado. A comissão apura a atuação de facções criminosas e milícias em todo o país.

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Segundo o documento, o Ministério Público identifica Tuta como sucessor de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, preso desde 1999 e líder máximo do PCC.

Do Val citou declaração do promotor Lincoln Gakiya, integrante do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e de Combate ao Crime Organizado), segundo a qual Tuta chegou a ocupar o cargo de agente diplomático no consulado de Moçambique em Belo Horizonte (MG). O parlamentar destacou que o cargo teria facilitado o trânsito do criminoso em outros países.

O requerimento também menciona informações do Ministério Público que apontam ligações do líder com o Paraguai, a Bolívia e países africanos.

Além de Tuta, o senador apresentou requerimentos para convocar Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, considerado braço operacional de Marcola e um dos principais nomes do tráfico internacional de drogas da facção.

Outro nome citado é o de Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, apontado como braço direito de Marcola e segundo na hierarquia do grupo.

Do Val também pediu a convocação de Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, investigado por envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis.

O senador requereu ainda o depoimento do promotor Lincoln Gakiya, alvo de ameaças de morte há 20 anos pela facção. Gakiya é considerado uma das principais autoridades do país no combate ao crime organizado.

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