Dino aciona PF após CGU encontrar irregularidades nas “emendas Pix”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Dino aciona PF após CGU encontrar irregularidades nas “emendas Pix”

Dino aciona PF após CGU encontrar irregularidades nas “emendas Pix” foto: Agência Brasil

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Por Redação

Relatório aponta falhas generalizadas, falta de transparência e descumprimento de regras constitucionais

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Polícia Federal o 8º Relatório Técnico da Controladoria-Geral da União (CGU) que identificou irregularidades disseminadas na execução das emendas parlamentares por transferência especial, as chamadas “emendas Pix”.

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A determinação busca apurar possíveis crimes e verificar se é necessário abrir ou complementar investigações em andamento.

A complementação do relatório analisou os 20 entes que mais receberam recursos desse tipo de repasse em 2024. Nenhum deles cumpriu integralmente as exigências legais previstas nos planos de trabalho.

Dino aciona PF após CGU encontrar irregularidades nas “emendas Pix”                    foto: Agência Brasil
Dino aciona PF após CGU encontrar irregularidades nas “emendas Pix”         foto: Agência Brasil

Segundo a CGU, 14 já haviam utilizado os valores e 11 apresentaram algum tipo de irregularidade, seja em contratações, seja na compra de bens.

O órgão ainda identificou falhas graves de transparência: apenas cinco entes atenderam plenamente às regras de rastreabilidade orçamentária previstas no artigo 163-A da Constituição.

Dino afirmou que, apesar de avanços recentes, persistem “práticas deletérias” e descumprimentos das determinações do STF relacionadas ao uso das emendas. Para o ministro, o cenário evidencia falhas estruturais na execução orçamentária.

Além do envio à PF, o despacho determina que a CGU apresente, em até 30 dias, o plano de auditorias das emendas parlamentares para 2026, incluindo todas as regiões do país e áreas consideradas mais sensíveis, como saúde e pavimentação.

A Advocacia-Geral da União (AGU) deverá apresentar, em 60 dias, o primeiro relatório do grupo de trabalho criado para coordenar ações de responsabilização e recuperação de recursos desviados.

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