O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que, no exercício da função de magistrado, não pode rebater publicamente o que classificou como “mentiras” a seu respeito. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais no domingo (22), data em que completou dois anos na Corte.
Na mensagem, Dino fez um balanço do período no Supremo e mencionou as ações sob sua relatoria, como os processos que discutem a execução de emendas parlamentares e o pagamento de verbas indenizatórias conhecidas como “penduricalhos” no serviço público. Segundo ele, essas pautas têm exigido atenção especial quanto à proteção de direitos constitucionais e à fiscalização do uso de recursos públicos.
O ministro destacou que exerce funções públicas desde 1989 e afirmou continuar aprendendo com colegas da magistratura e outros profissionais do Direito. Ele agradeceu pelas parcerias institucionais ao longo do biênio.
Ao abordar críticas recebidas, Dino disse que a principal dificuldade do cargo é a impossibilidade de responder diretamente a acusações. “Diferentemente do que sempre fiz, não posso me defender publicamente de agressões e mentiras, inclusive baseadas em frases que nunca proferi”, escreveu.
Apesar do desabafo, o ministro minimizou o impacto das críticas e afirmou que segue comprometido com a missão institucional. Ele citou o trecho bíblico “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (Mateus 5:6) e declarou que pretende manter fidelidade ao trabalho no serviço público.
