Flávio Dino dá nova ordem sobre leis estrangeiras no Brasil
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Em novo despacho, Dino tenta explicar sua decisão de ontem

Flavio Dino - claudio dantas
Reprodução

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Por Isac Mascarenhas

O ministro Flávio Dino emitiu um novo despacho nesta terça-feira (19) para esclarecer a sua decisão de ontem, que determinou que leis e sanções estrangeiras não têm validade automática no Brasil sem a autorização da Corte. A medida foi tomada após as sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes por meio da Lei Magnitsky.

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No novo despacho, Dino reforçou que ordens de tribunais de outros países só valem no Brasil se forem homologadas pelo STF, mas esclareceu que sua decisão não se aplica a cortes internacionais das quais o Brasil é signatário, como o Tribunal Penal Internacional (TPI) ou a Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Ele explicou que a nova decisão visa sanar “dúvidas em juristas” e que os tribunais internacionais, por serem órgãos supranacionais, não se enquadram no conceito de “tribunais estrangeiros”, que se refere exclusivamente a órgãos do Poder Judiciário de outros países.

O ministro defendeu que a decisão é necessária para proteger os brasileiros de “indevidas ingerências estrangeiras” no território, afirmando que seria “inviável” a prática de atos jurídicos no país se, a qualquer momento, uma lei ou decisão de outro país pudesse ser imposta.

Dino também fez uma provocação a países que não dialogam, ao citar a tradição da política externa brasileira de buscar soluções em organizações internacionais, como a ONU.

A decisão original também convocou uma audiência pública para aprofundar a discussão sobre o tema e comunicou ao Banco Central, à Febraban e a outras entidades financeiras para que não executem ordens externas sem a chancela do STF.

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