Dino culpa facções "ultracapitalizadas" pelo caos no RJ
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Dino culpa facções “ultracapitalizadas” pelo caos no RJ

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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Na visão de Dino, facções hoje se capitalizam no mercado formal, atuando em imóveis, combustível e garimpo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou que o Rio de Janeiro (rRJ) enfrenta um “caos” devido ao fato de que as “facções criminosas estão ultracapitalizadas”.

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A fala foi feita durante o Fórum Nacional Brasil Export Infraestrutura 2025, horas após o término da megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) que deixou 60 narcotraficantes mortos.

“Por que que está esse caos lá [no Rio de Janeiro]? Minha solidariedade ao povo do Rio. Porque as facções criminosas estão ultracapitalizadas, certo? E elas se capitalizam como? Só vendendo droga? Não, é dentro do mercado formal. Foi-se o tempo em que as facções criminosas no Brasil viviam apenas de mercado ilegal”, declarou Dino na noite de terça (28).

Na visão do magistrado, atualmente, as facções criminosas são “grandes operadoras de garimpo, são grandes operadoras no mercado imobiliário, são grandes operadoras no mercado de combustível”.

O ministro do Supremo tocou no assunto ao comentar uma decisão anunciada na segunda (27) pela Febraban, que passou a exigir que os bancos bloqueiem movimentações suspeitas e encerrem imediatamente contas laranja, frias e de empresas de apostas sem autorização oficial.

“A MAIOR OPERAÇÃO DA HISTÓRIA DO RIO”

A operação de ontem (28), considerada a “maior da história” pelo governador Cláudio Castro, contou com 2.500 agentes das forças estaduais de segurança. 60 criminosos foram mortos, mas o número pode passar de 100.

Moradores do Complexo da Penha levaram nesta madrugada pelo menos 54 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas.

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