Designer que pegou réplica da Constituição no 8 de Janeiro é preso pela PF - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Designer que pegou réplica da Constituição no 8 de Janeiro é preso pela PF

Foto: Reprodução

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

A Polícia Federal (PF) prendeu, em São Lourenço (MG), o designer Marcelo Fernandes Lima, de 52 anos, condenado a 17 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação no 8 de Janeiro. Ele foi responsável por pegar uma réplica da Constituição que estava em exposição durante os atos.

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Lima, que havia sido considerado foragido, foi capturado com apoio da PM, após mandado de prisão emitido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes em 11 de fevereiro.

Segundo a PM, a prisão ocorreu na residência do condenado, na quinta-feira (20). Ele passou por atendimento médico e foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil.

Além da pena de prisão, Lima terá de pagar uma indenização de R$ 30 milhões, junto com outros condenados, por danos morais coletivos.

Marcelo Fernandes Lima foi condenado pelos crimes de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. Ele foi transferido para o Presídio de São Lourenço, onde permanece à disposição da Justiça.

Em 12 de janeiro, o designer devolveu a Constituição à Polícia Federal (PF) em Varginha (MG), alegando que o havia encontrado durante os atos. Ele foi liberado após prestar depoimento.

O mandado de prisão preventiva foi emitido posteriormente, e Lima passou dez dias foragido, apesar das buscas feitas por agentes em sua residência. No dia 25 de janeiro de 2023, acompanhado de um advogado, ele se entregou à PF e foi preso.

No depoimento, Lima afirmou que pegou a réplica para evitar sua destruição. Segundo ele, ao passar pelos prédios do Congresso e do Planalto, ele não entrou em nenhum deles. No STF, ele percebeu o quebra-quebra e viu três pessoas saindo com um livro, gritando: “Vamos rasgar, vamos rasgar”.

Ao identificar o livro como a Constituição, Lima disse que “achou aquilo um absurdo” e tomou o exemplar para evitar que fosse destruído.

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