Derrite aceita ajustes em projeto, mas mantém equiparação de facções ao terrorismo
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Derrite aceita ajustes em projeto, mas mantém equiparação de facções ao terrorismo

Deputado Guilherme Derrite (PP-SP) - PF
Foto: Reprodução

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Por Redação

Relator admite negociar pontos do texto com o governo Lula, mas resiste a mudar trechos centrais sobre penas e Lei Antiterrorismo

O deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator do projeto que equipara facções criminosas a organizações terroristas, aceitou retirar um dos pontos mais polêmicos da proposta: o trecho que limitava a atuação da Polícia Federal (PF) em investigações sobre crimes cometidos por facções, condicionando-a à autorização dos governadores.

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Em entrevistas e conversas com parlamentares da Câmara e do Senado, Derrite afirmou que incorporará sugestões apresentadas ao longo das negociações, inclusive as do governo Lula.

Segundo aliados, o deputado — que está licenciado do cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo — sinalizou disposição para ajustar o texto e facilitar sua aprovação. A expectativa é de ampla maioria na Câmara e possíveis ajustes no Senado, onde o governo tem mais influência.

Mesmo após a alteração, o relatório ainda prevê que a PF deve comunicar os governos estaduais ao iniciar uma investigação, ponto que continua gerando resistência entre integrantes da corporação.

Interlocutores afirmam que o chamado Marco Legal da Segurança será o principal ativo político de Derrite com vistas às eleições de 2026, quando pretende disputar o Senado.

“Ele tem se mostrado flexível. Sabe que o projeto será aprovado e quer que seja por ampla margem”, disse um aliado.

Apesar da abertura para negociações, Derrite mantém inalterados dois pontos centrais: o aumento das penas e a equiparação entre facções criminosas, milícias e terrorismo, tema que sustenta o núcleo do projeto.

Mesmo alertado sobre possíveis impactos jurídicos da equiparação, o deputado não pretende rever esse trecho. No texto, reconhece que facções e milícias não são organizações terroristas, mas justifica a medida como instrumento para endurecer o combate ao crime organizado.

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