Oposição reage após o aumento do IOF anunciado por Haddad - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Oposição reage após o aumento do IOF anunciado por Haddad

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O ministro da Fazenda Fernando Haddad anunciou aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), medida que provocou reações de políticos da direita. Eles classificaram a decisão como irresponsável e prejudicial à economia. Apesar de recuo parcial do governo após críticas do mercado, parlamentares e governadores da oposição condenaram o que chamaram de erro da gestão atual.

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O governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) publicou vídeo cobrando a revogação imediata. “Quero ver como esse governo vai segurar a alta do dólar após esse aumento absurdo de imposto. A medida precisa cair ou teremos crise de confiança e piora da economia” disse Zema. Ele reforçou críticas à condução econômica: “As ações brasileiras já caem no exterior. Ou o governo corrige esse erro ou levaremos o país a mais juros, inflação e descontrole do dólar.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) também atacou a medida e não poupou palavras ao criticar o governo Lula: “Incompetentes, irresponsáveis, populistas, trapalhões … falta 1 ano e 07 meses para acabar esse desgoverno, até lá apertem o cinto…. Faz tempo que o piloto sumiu”.

O senador Sérgio Moro (União-PR) ironizou o que chamou de improviso do governo petista. “Na terra do improviso do Governo Lula: toca como der até as eleições, depois a gente vê como fica se o Brasil não se arrebentar antes”, publicou nas redes sociais.

O deputado Mendonça Filho (União-PE) destacou o impacto no contribuinte.  “Congelamento de mais R$ 31 bilhões do orçamento e aumento de imposto, com a elevação do IOF. Terceiro ano do Governo Lula e o povo segue pagando a conta do descontrole das contas públicas da gestão petista”.

O anúncio do aumento do IOF veio acompanhado de uma série de mudanças que atingiriam diretamente empresas, operações de câmbio e investimentos no exterior. A previsão inicial da equipe econômica era arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026. No entanto, horas após a divulgação, o governo voltou atrás em parte da medida, cancelando o aumento do imposto sobre remessas internacionais e aplicações em fundos no exterior.

Haddad justificou o recuo parcial. “A alíquota de 3,5% sobre transferências para fundos no exterior poderia gerar problemas e passar mensagem errada” afirmou. Segundo ele, a mudança evitou especulações.
O ajuste não conteve o desgaste com o setor produtivo e a oposição, que apontam desorganização e improviso na política econômica.

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