Camila Jara desferiu soco abaixo da cintura do deputado mineiro
A deputada Camila Jara (PT-MS) empurrou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que caiu durante sessão conturbada na Câmara dos Deputados. O episódio ocorreu logo após o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), retomar a cadeira da Mesa Diretora e encerrar o segundo dia de ocupação por parlamentares da oposição.
O protesto visa pressionar pela inclusão em pauta de um projeto de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. Por volta de 22h30, Motta conseguiu reassumir o controle do plenário e fez um breve discurso, defendendo a necessidade de foco em “temas nacionais”, como a crise comercial com os Estados Unidos e o reajuste da faixa de isenção do Imposto de Renda.
Durante a fala de Motta, deputados aliados de Bolsonaro formaram um cordão de isolamento em torno da mesa diretora. Camila Jara tentou atravessar o bloqueio e, ao se aproximar do presidente, desferiu um soco abaixo da cintura de Nikolas Ferreira, que caiu no chão. No momento da queda, parlamentares gritavam palavras de ordem em defesa da anistia. Ferreira foi ajudado por colegas, enquanto Camila passou a dialogar com Motta.
Nas redes sociais, Nikolas publicou o vídeo da queda e escreveu: “Imagina se é o contrário? Esquerda sendo esquerda. Camila Jara, parabéns por mostrar ao Brasil quem realmente você é.”
A confusão envolveu outros deputados de oposição, como Rodolfo Nogueira (PL-MS), Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS), que resistiram até o fim à liberação das cadeiras da mesa. Imagens mostram Camila falando ao ouvido de Pollon, que nega com a cabeça durante a tentativa de negociação.
A assessoria de Camila divulgou nota negando agressão deliberada. “A deputada, com 1,60 metro de altura, 49 quilos e em tratamento contra um câncer, foi injustamente acusada de ter nocauteado o parlamentar com um soco”, diz o texto. Segundo a nota, houve apenas um esbarrão causado pelo empurra-empurra generalizado.
A parlamentar ainda relatou temer por sua segurança após receber ameaças nas redes sociais. O presidente da Câmara não se manifestou até o momento sobre o episódio.
