Degradação na Amazônia dispara 482% em 2025 sob governo Lula - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Degradação na Amazônia dispara 482% em 2025 sob governo Lula

Lula veta 63 de 400 artigos do novo licenciamento ambiental
Mato Grosso MT 30 08 2019 Secretária do Meio ambiente, Mauren Lazaretti, vistoria área de desmatamento na região de Colniza Foto;Mayke Toscano/Secom-MT

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A degradação florestal na Amazônia Legal atingiu 33.807 km² no ciclo de desmatamento de 2025, um aumento de 482% em relação ao período anterior, quando a área degradada foi de 5.805 km². O número é o maior já registrado na série histórica do calendário, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon.

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A destruição da floresta ocorre principalmente por queimadas e extração madeireira, que fragilizam a vegetação e abrem caminho para o desmatamento. A área afetada equivale a quase todo o território de Porto Velho (34.091 km²), a maior capital do Brasil em extensão territorial. Em fevereiro, os danos bateram outro recorde: 211 km² de floresta degradada, um salto de 1.407% em relação a 2024.

O Pará lidera a destruição, concentrando 75% da degradação, seguido pelo Maranhão, com 14%. Entre os municípios mais afetados, sete estão no Pará e dois no Maranhão.

A degradação florestal enfraquece a vegetação sem removê-la totalmente. Queimadas e exploração madeireira são os principais fatores. Em alguns casos, a área degradada pode se regenerar naturalmente ou ser restaurada com ações ambientais.

Já o desmatamento remove completamente a cobertura florestal, abrindo espaço para agropecuária, mineração ou expansão urbana. Ao contrário da degradação, a floresta não se recupera sozinha no curto ou médio prazo. Na Amazônia, a degradação costuma ser a etapa inicial do desmatamento, pois áreas fragilizadas tornam-se mais vulneráveis.

O aumento expressivo da degradação sob o governo Lula reforça a preocupação com a falta de fiscalização e políticas eficazes para a preservação da Amazônia. Apesar do discurso ambientalista, os números mostram uma realidade bem diferente na floresta.

 

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