Lula manda ministros frearem novas propostas até as eleições
Brasília, Segunda, 20 de julho de 2026
Política

Lula manda ministros frearem novas propostas até as eleições

Presidente diz que foco do governo será concluir entregas já anunciadas antes do início das restrições eleitorais.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O Lula orientou seus ministros a não apresentarem novas propostas nos próximos meses e determinou que o foco do governo seja a execução de ações já planejadas. A declaração foi feita hoje (3), durante reunião ministerial no Palácio do Planalto.

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Segundo Lula, o governo tem prazo até o início das restrições eleitorais para concluir entregas e formalizar ações que ainda estão em andamento.

“Nós temos sete meses antes de terminar o mandato. Temos até 3 de julho para fazermos todas as entregas que temos que fazer, porque depois do dia 3 não podemos fazer mais convênios com prefeituras, governo do estado, inaugurar obras […] Ninguém me apresenta absolutamente nada novo. Agora é entregar o que já foi pensado.”

O presidente afirmou que a reunião teve como objetivo alinhar a atuação dos ministérios diante do calendário eleitoral e da agenda política do governo nos próximos meses.

Lula também determinou maior controle da Casa Civil sobre eventos, inaugurações e entregas realizadas pelos ministérios. Segundo ele, o governo precisa acompanhar de perto a participação de representantes federais nas ações realizadas pelo Executivo.

“É muito importante que vocês não inaugurem nada sem passar pela Casa Civil.”

O petista argumentou que, em alguns casos, o governo toma conhecimento de inaugurações apenas após a realização dos eventos, sem que haja participação formal de ministros ou representantes do Planalto.

“Muitas vezes, a gente fica sabendo de coisas que são inauguradas sem a participação do ministro e a gente não sabe quem está representando o Governo Federal nas entregas.”

Lula também destacou a importância da presença política do governo nos eventos oficiais.

“E vocês sabem como é isso na política: se não estiver de corpo presente, ninguém de fora vai dizer quem tá fazendo o que nesse país.”

As orientações foram dadas às vésperas do início das restrições previstas pela legislação eleitoral. A partir de 4 de julho, três meses antes do primeiro turno, passam a valer limitações mais rígidas para agentes públicos, incluindo regras sobre publicidade institucional, convênios, inaugurações e atos que possam ser interpretados como promoção eleitoral.

A reunião ministerial ocorreu ainda em meio à mobilização do governo para reagir às discussões sobre um possível novo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e para unificar a comunicação da gestão federal diante do cenário eleitoral de 2026.

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