A degradação da Amazônia brasileira aumentou 163% entre 2022 e 2024, impulsionada principalmente por incêndios, segundo estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) publicado na Global Change Biology. Enquanto o desmatamento caiu 54,2% no período, atingindo o menor patamar em uma década (5.816 km² em 2024), a degradação avançou 44% apenas de 2023 para 2024, atingindo 25.023 km² no ano passado — área maior que Sergipe. Do total degradado, 66% foram causados por queimadas.
O fenômeno ameaça as metas climáticas assumidas pelo Brasil, incluindo a redução de 59% a 67% nas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035. O país sediará a COP30 em novembro, em Belém (PA), onde as Nações Unidas pressionarão por revisão das metas (NDCs).
O estudo teve apoio da Fapesp, do Centro de Estudos de Sustentabilidade Amazônica da USP e de agências internacionais. Entre os autores estão Paulo Artaxo, referência em mudanças climáticas, e Lucas Maure, do Inpe.
