Degradação da Amazônia cresce 163% em 2 anos - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Degradação da Amazônia cresce 163% em 2 anos

Lula veta 63 de 400 artigos do novo licenciamento ambiental
Mato Grosso MT 30 08 2019 Secretária do Meio ambiente, Mauren Lazaretti, vistoria área de desmatamento na região de Colniza Foto;Mayke Toscano/Secom-MT

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Por Redação

A degradação da Amazônia brasileira aumentou 163% entre 2022 e 2024, impulsionada principalmente por incêndios, segundo estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) publicado na Global Change Biology. Enquanto o desmatamento caiu 54,2% no período, atingindo o menor patamar em uma década (5.816 km² em 2024), a degradação avançou 44% apenas de 2023 para 2024, atingindo 25.023 km² no ano passado — área maior que Sergipe. Do total degradado, 66% foram causados por queimadas.

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O fenômeno ameaça as metas climáticas assumidas pelo Brasil, incluindo a redução de 59% a 67% nas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035. O país sediará a COP30 em novembro, em Belém (PA), onde as Nações Unidas pressionarão por revisão das metas (NDCs).

O estudo teve apoio da Fapesp, do Centro de Estudos de Sustentabilidade Amazônica da USP e de agências internacionais. Entre os autores estão Paulo Artaxo, referência em mudanças climáticas, e Lucas Maure, do Inpe.

Durante o governo Bolsonaro (PL), grupos ambientalistas acusavam o Brasil de promover um “ecocídio”. As críticas eram amplificadas por artistas, ONGs e parte da imprensa, mas com a mudança de gestão, o silêncio reina. Seletividade política ou oportunismo?

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